Crise econômica faz brasileiro arriscar o futuro

SÃO PAULO, 17 de junho de 2009 - O fato do Brasil ser um dos países em posição mais favorável economicamente perante à crise mundial, se reflete no otimismo de 45% dos brasileiros pesquisados, que acreditam que a recessão não perdurará por mais de 12 meses, enquanto a média global é de 29%. Em contrapartida, durante essa fase, 16% pararam de poupar em seus planos de aposentadoria, média superior à global, de 11%, o que pode ocultar uma crise futura em seu envelhecimento.

Outro dado alarmante e que já reflete o risco iminente, é o fato de 94% dos brasileiros não terem nenhuma idéia de como serão seus rendimentos na velhice, maior do que a média global de 87%. Essas são algumas descobertas da pesquisa "O Futuro da Aposentadoria, Tempo de se Planejar", divulgada pelo HSBC.

A pesquisa, que está em sua quinta edição, é o mais amplo estudo global sobre atitude e expectativas em relação ao envelhecimento. Neste ano, ouviu cerca de 14 mil pessoas em 15 países, de 30 a 70 anos, sendo 1.017 no Brasil.

Entre seus destaques, relatou também que, apesar do envelhecimento mundial da população, há uma imensa falta de preparação das pessoas em relação ao seu futuro, em muitos casos, como no Brasil, observado principalmente como conseqüência do baixo nível de compreensão de suas finanças atuais e de como estas poderão vir a ser no futuro.

Como todos os países, o Brasil se defronta com uma sociedade em envelhecimento. Neste cenário, vemos os indivíduos adquirindo mais necessidade de se responsabilizar pelo financiamento de sua aposentadoria, dado que a confiança de que os governos são capazes de cumprir com essa obrigação é baixa.

Como estratégia de sobrevivência à crise econômica, as pessoas focaram em reduzir suas despesas e dívidas. Como forma de solucionar a questão, o primeiro passo é a necessidade imediata de revisão das finanças pessoais e, principalmente, do aumento do acesso à educação financeira e ao aconselhamento profissional.

(MLC - IN)