Brasil está mais perto da vacina, diz Temporão

SÃO PAULO, 17 de junho de 2009 - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje que a identificação da mutação no vírus da influenza A (H1N1) - gripe suína - feita por pesquisadores brasileiros aumenta as chances de o País desenvolver uma vacina contra a doença. No entanto, ele prevê que a produção do medicamento só será possível em 2010.

"Essa descoberta coloca o Brasil no eixo de um dos potenciais candidatos de desenvolver a vacina. O Instituto Butantan, em São Paulo, tem todas as condições tecnológicas e industriais de produzi-la e essa descoberta robustece a capacidade brasileira", afirmou o ministro, ao participar de seminário sobre desenvolvimento na primeira infância, no Rio de Janeiro, RJ.

Temporão destacou que, com o que se sabe até agora, não é possível definir se a versão brasileira do vírus é mais agressiva do que as que atingem outros países, mas a descoberta é fundamental para determinar medidas mais eficazes de diagnóstico e tratamento da doença.

O ministro afirmou também que a estratégia adotada pelas autoridades brasileiras - focada na contenção da circulação do vírus - será mantida. Ele admitiu, entretanto, que o início do inverno, no próximo domingo (21), é motivo de preocupação.

"Nesta época, com as baixas temperaturas, as pessoas saem menos, ficam mais em ambientes fechados. Essas condições climáticas favorecem a circulação do vírus da gripe. Mas o nosso sistema de vigilância está funcionando perfeitamente", ressaltou Temporão, que disse ter verificado na prática como as medidas de contenção estão sendo realizadas nos aeroportos, já que chegou ao Brasil, no início da semana, em um voo internacional.

"Fiz questão que cumprimentar os funcionários da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, que estão apoiando o trabalho no estado", acrescentou.

O Instituto Adolfo Lutz anunciou ontem ter identificado mutações no vírus da gripe de pacientes do País, quando comparado aos primeiros sequenciamentos feitos na Califórnia. Entretanto, a taxa de similaridade entre os vírus decodificados no Brasil e nos Estados Unidos ainda é superior a 99,5%, segundo a instituição. As informações são da Agência Brasil.

(Redação - IN)