Lupi minimiza queda do emprego industrial

SÃO PAULO, 8 de junho de 2009 - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, minimizou hoje a sétima queda consecutiva da taxa do emprego na indústria, na passagem de um mês para o outro.

Divulgado mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador teve queda de 0,7% em abril, na comparação com março, e configura a menor taxa de ocupação desde o início da série histórica, em 2001.

"A indústria, hoje, atipicamente, continua sem crescer. Mas toda a cadeia produtiva de todos os outros setores do Brasil estão crescendo", afirmou o ministro, após anúncio de uma linha de financiamento para o turismo, no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, o setor industrial foi o que mais sofreu com os impactos da crise financeira mundial, devido à retração das exportações. Porém, outros setores da economia apresentam indicadores positivos de emprego.

"Todos os outros [setores] estão criando [empregos]", afirmou. "O Brasil não é só indústria, tem a construção civil, a produção de alimentos e outros [setores] que estão crescendo", completou o ministro.

Em relação à possibilidade de prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor automobilístico, o ministro disse que isso será avaliado no próximo mês.

"Acho que as empresas têm que trabalhar até a data limite dessa isenção. Vamos avaliar o que fazer no mês que vem", afirmou. "É um sofrimento a cada tempo", completou. Como uma das principais medidas para conter a crise, o governo reduziu o IPI no final do ano passado. A medida foi prorrogada e deve se encerrar no dia 30 de junho.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - IN)