Diplomacia coletiva

Charles Pritchard *, Jornal do Brasil

RIO - Existem diversos componentes na resposta diplomática dos EUA às ações provocativas da Coreia do Norte. Primeiramente, há o compartilhamento de informações entre os cinco membros das conversações de seis países sem contar a Coreia do Norte. Isso tem sido muito bem feito. Obama começou a avaliar internamente as reações de seus aliados aos pronunciamentos de Pyongyang, além de consultar primeiro a Coreia do Sul e o Japão, para logo em seguida conversar com os chineses, e se o tempo permitir, com os russos.

O segundo aspecto é sua colaboração com o Conselho de Segurança da ONU para criar uma nova resolução do conselho ou restringir as sanções existentes. Uma mensagem unificada é mais importante do que as dificuldades que ela trará para a Coreia do Norte.

O que precisa ser dito aos norte-coreanos é que suas atitudes e a tendência de seu comportamento nos últimos anos estão indo na direção errada. Pyongyang não pode ser uma ameaça nuclear para seus vizinhos e nem uma ameaça de proliferação para os EUA.

* Charles Pritchard escreveu este artigo originalmente para o Council on Foreign Relations