Brasil deveria desonerar exportações, diz CNI

SÃO PAULO, 5 de maio de 2009 - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, disse nesta terça-feira que o processo de "queda livre" ao qual o país está submetido em decorrência da crise financeira internacional já foi interrompido e que há "sinais tênues" de recuperação da economia brasileira.

De acordo com Monteiro, o país ainda erra ao onerar as exportações e tributar os investimentos.

"É pouco racional tributar um investimento que sequer produziu ainda. Isso nos coloca em uma situação de grande desvantagem na comparação com nossos concorrentes no exterior", avaliou o presidente da CNI, ao participar de audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados dedicada ao exame e à avaliação da crise econômico-financeira.

Ele criticou o fato do Brasil ser um dos poucos países que ainda não desonerou as exportações e não reduziu a carga tributária incidente sobre investimentos.

"Com isso, há uma forte queda na taxa de investimento no País, de 9,5%, visto que antes crescíamos num índice próximo ao dobro do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)", completou.

Monteiro vê no atual cenário de crise "uma oportunidade para avançarmos na reforma tributária e para prepararmos uma agenda de competitividade, visando a propostas de curto prazo capazes de produzir melhora nesse ambiente já tão prejudicado".

Para o presidente da CNI, o pior momento da crise já passou e a maior capacidade de investimento do País é um ponto bastante positivo para seu enfrentamento.

(Redação - Agência JB Online)