Grande Rio faz linda apresentação e corre no fim do desfile

Emerson Rocha, JB Online

RIO - A Grande Rio entrou colocando fogo na pista. Com o enredo Voilà, Caxias! Liberte, egalité, fraternité, merci beaucoup, Brésil! Não tem de quê! , que é uma homenagem ao ano da França no Brasil, a escola contou a história da ligação entre os países. O intérprete Wantuir sacudiu a Marquês de Sapucaí com o refrão do samba Minha alma é tricolor e meu orgulho é minha bandeira . Antes do desfile, o carnavalesco Cahê Rodrigues deixava claro que a intenção da escola era levantar o primeiro título do carnaval de sua história.

Na primeira ala da escola, muitos artistas estavam misturados à diretoria da agremiação de Duque de Caxias, entre eles estavam os ex-jogadores Raí e Assis, irmão do craque Ronaldinho Gaúcho do Milan, da Itália.

No segundo módulo de julgadores, o primeiro casal de mestre sala e porta bandeira se apresentou de forma apenas razoável. A bandeira bateu algumas vezes no mestre sala e os dois mostraram problemas de entrosamento.

A Grande Rio teve como ponto forte as enormes alegorias que desfilam pela Avenida. Os carros chamam a atenção pelo tamanho e luxo, arrancando aplausos das arquibancadas. As fantasias dos componentes estão bem coloridas e contam de maneira muito clara todo o objetivo do enredo.

A bateria da escola de Duque de Caxias também mostrou uma grande apresentação durante toda a evolução na Avenida. O nome da fantasia é "Os Moleques do Debret". Debret foi o artista que melhor representou a essência da sociedade brasileira. Nas imagens, tamanha riqueza de detalhes nas cenas do cotidiano, que é como se Debret tivesse captado em suas obras até os "sons" dessa corte mestiça. O diretor Odilon Costa comandou diversas paradinhas que empolgaram todos os presentes no Sambódromo.

Muitas beldades desfilaram pela tricolor de Caxias. A atriz Mônica Carvalho vem sambando no chão na frente do carro que representava a descoberta do Brasil, pelos europeus.

O susto de todos na escola ficou para o final. Três carros alegóricos quebraram na dispersão e impediram o encerramento do desfile da escola. Entre as alegorias, estava a que representava o famoso teatro frânces Moulin Rouge.

Faltando pouco tempo para acabar a apresentação da agremiação de Duque de Caxias, os carros foram retirados para alivio da direção da escola.

Também na dispersão da Grande Rio, o integrante da comissão de frente que caiu estava emocionado com o desfile. Bruno Cesário, de 29 anos, que representa o rei Luís XIV, caiu antes que a escola entrasse na Avenida.

- Cai, mas rapidamente levantei. Foi lindo, porque o Carnaval é assim: vivo e com movimentos.

O coreógrafo da comissão, Renato Vieira, também diminuiu o fato da queda do componente.

- Não vamos perder pontos. O problema ocorreu no início do desfile e os jurados não tiveram como verificar a queda. Nossa coreografia não foi atrapalhada por este imprevisto.

O Carnavalesco Cahê não viu a queda, mas fez questão de minizar o acidente. - Sei que poderemos perder pontos, mas o desfile foi muito bem realizado. Não estouramos o tempo, o que é muito bom. Problemas acontecem em grandes desfiles.

A Grande Rio encerrou faltando poucos segundos para estourar o tempo permitido.