Blocos "disputam" foliões com escolas de samba no Rio

Fabiano Rampazzo, Portal Terra

RIO - Os blocos de rua do Rio de Janeiro, que se revezam um após o outro - isso quando não coincidem no horário e se encontram pelas ruas da cidade - disputam com as escolas de samba o título de principal atração do Carnaval carioca. Ao menos no queisito mobilização, os blocos mostram-se imbatíveis.

Na manhã deste sábado, o Cordão do Bola Preta levou mais de 500 mil pessoas às ruas do Centro do Rio, segundo a Polícia Militar.

O dia, que teve ainda os desfiles das escolas de samba do Grupo de Acesso, seguiu com os blocos de rua até a noite, com o Empolga às 9, em Botafogo, encerrando as atividades do sábado.

- Estava muito bom. Mas amanhã tem mais, vou em quantos blocos eu puder - disse o artista plástico André Fampa, de 30 anos, que se fantasiou de pirata para acompanhar o Empolga às 9. - Eu mesmo confeccionei a minha fantasia - garantiu.

Poucos minutos depois do fim oficial da apresentação dos blocos, muitos foliões continuam cantando nas ruas mesmo sem a presença das bandas. Um pequeno grupo fantasiado de frutas chamava a atenção dos pedestres. As frutas, ou melhor, o grupo, acomodou-se em frente à estação do Metrô Siqueira Campos, em Copacabana, onde, jogados na calçada, descançavam.

- Desfilamos hoje em dois blocos desde às 9h. Mas esta fantasia é porque acabamos de sair do sambódromo, estávamos na Estácio de Sá - afirmou a professora Flávia Medeiros, de 32 anos, que acumulou num só dia dois blocos e uma escola.

A irmã de Flávia, a produtora Andréa Medeiros, de 35 anos, também enfrentou a mesma maratona.

- Quero aproveitar ao máximo o Carnaval. Afinal, é só uma vez por ano.

Com tantas opções, os blocos do Rio dão espaço para pessoas com diferentes gostos e idades.

- É uma curtição tanto para quem quer farra quanto para as famílias - disse a representante comercial Tereza Fernandez, de 51 anos.