Em dia de sol, praia e folia fizeram a festa dos cariocas

JB Online

RIO - Apesar do pai detestar a arruaça que toma conta das ruas do Leblon durante o Carnaval, a estudante Penha Medeiros é presença garantida nos blocos da Zona Sul.

Sou jovem e amo o Carnaval da minha cidade alegra-se. Até entendo quando meu pai reclama do trânsito e da sujeira, que realmente são grandes problemas. Mas é impossível não curtir as músicas e a animação dessa época do ano.

Apesar do calor, os foliões estavam animados com o som que saía dos instrumentos de percussão (e até dos metais, no caso de alguns desfiles). Muitos saíram direto da praia para os blocos.

Há seis anos que não passo o Carnaval aqui, pois morava em Salvador. Estou impressionada com as pessoas, todas preocupados em jogar as latas de cerveja no lixo. Às vezes é difícil encontrar lixeira, quando há muita gente junta. E o melhor: é muita gente bonita ao mesmo tempo comemora a vendedora Patrícia Regina, que desfilava pela primeira vez no Me Esquece.

Já a maquiadora Rita Vasques, fantasiada e (evidentemente) maquiada, brincava com a família no Calma, Calma, Sua Piranha. E confirmava a vocação familiar do bloco, apesar do nome.

Meu cunhado já foi do Calma Calma Sua Piranha, são todos amigos. E é um desfile no qual idosos e crianças podem vir sem problemas disse ela, apontando para sua mãe, de 64 anos, que também estava entre os foliões.