René constata que falta química ao elenco tricolor

Hilton Mattos, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - René Simões reapareceu com destaque no futebol brasileiro com uma missão que poucos acreditavam. De virtual campeão da Libertadores com Renato Gaúcho, o Fluminense foi caindo de produção e por pouco não parou na Série B. Em meio à pressão e tendo à frente um grupo desmotivado, salvou o time da degola e ainda conseguiu vaga na Copa Sul-Americana.

Futebol não tem lógica. Mas, se tivesse, na temporada de 2009 o Fluminense estaria colecionando vitórias. Afinal, Cabofriense e Madureira são adversários inferiores tecnicamente se comparados aos do Brasileiro.

É uma questão de química. O Palmeiras perdeu de 3 a 0 para o Rio Claro. O São Paulo, em 2008, teve um primeiro semestre difícil. O Muricy (Ramalho, técnico) foi pressionado, queriam a cabeça dele. E o que aconteceu? Ele ficou e o time ganhou o Brasileiro. Temos que dar tempo às coisas analisou René, garantindo não estar preocupado com as cobranças.

Militante no futebol há 35 anos, sabe que nunca estará livre das cobranças.

Trabalho sob pressão o tempo inteiro. Quando um treinador entra numa zona de confiança, ele cai de rendimento e os resultados desaparecem. Pressão é uma coisa normal, me cobra para melhorar. E esta cobrança é apenas mais uma destacou o treinador.

Pelas suas contas, a classificação às finais da Taça Guanabara virá com 16 pontos. Ou seja, com apenas um, conquistado no empate de quarta-feira com o Madureira, o Fluminense só pode pensar em vencer os cinco jogos restantes.

Qual o treinador que numa preleção diz para os seus jogadores vocês vão perder essa partida? Nenhum! Sempre acreditamos. E é assim, pensando jogo a jogo, que temos chance de alcançar o resultado disse René.

Ainda que esbanje confiança, René quer que 2009 seja um marco na sua carreira. Com projetos emergentes, como vice-campeão olímpico com a seleção feminina nos Jogos de 2004 e a classificação da Jamaica para a Copa do Mundo de 1998, está à espera da consagração num clube de ponta.