Diretoria do Vasco cala o falante Pimpão

Márcia Vieira, Jornal do Brasil

RIO - O dia seguinte à goleada de 4 a 0 sobre o Tigres foi de alívio e descontração no Vasco-Barra. Principalmente para dois dos destaques da vitória: o atacante Faioli, que marcou por duas vezes, e Rodrigo Pimpão, que desencantou e fez o seu primeiro gol com a camisa vascaína. Enquanto o primeiro disputava com animação um coletivo contra os juniores do Vasco, que terminou empatado em 1 a 1 gols de Elton e Ari Pimpão dava voltas ao redor do gramado com os titulares.

Sorridente, foi muito assediado pela torcida. Deu autógrafos, tirou fotos, conversou com vascaínos. Só não deu mais entrevistas. A comissão técnica resolveu blindar o atacante, que vem dando declarações polêmicas desde que chegou ao Vasco.

No final da pré-temporada, em Vila Velha, Pimpão disse que seria o "cara" do Campeonato Carioca. Esta semana, na véspera do duelo com o Tigres, ao ser questionado se não se sentia pressionado por jogar em um clube em que o presidente era o maior ídolo e goleador, o atacante emendou de primeira:

Quem vive de passado é museu disse, em um misto de inocência e tentativa de se mostrar dono de personalidade forte.

Os dirigentes deixaram clara a preocupação com a língua solta do atacante de 19 anos.

Ele é notícia quando fala e quando não fala disse o diretor executivo Rodrigo Caetano, tentando quebrar o gelo. Talvez ele tenha a ansiedade de buscar ser um destaque. Ele é garoto ainda e às vezes pode se precipitar em suas declarações.

Perguntado se também achava que poderia ser a grande estrela do campeonato, como afirmou Pimpão, o meia Alex Teixeira tentou fugir da dividida.

Ele é ele e eu sou eu. O que posso fazer é tentar dar os passes para ele ser o melhor em campo e fazer gols disse o meia.