Justiça prorroga prisão de Carminha Gerominho

Portal Terra

SÃO PAULO - A candidata a vereadora no Rio de Janeiro, Carmen Glória Guinâncio Guimarães, conhecida como Carminha Gerominho (PTdoB), deverá ficar presa por mais 30 dias. A decisão é da desembargadora federal Maria Helena Cisne, que entendeu que ainda persistem razões para a prisão da candidata, acusada de se beneficiar da organização criminosa paramilitar, milícia, chamada Liga da Justiça. O grupo estaria obrigando moradores de comunidades carentes a exibir propagandas políticas e votar em seus candidatos.

No dia 29, o ministro Felix Fischer, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já havia negado liminar em habeas corpus e mantidoa prisão da candidata. Carmem está em um presídio de segurança máxima, desde o dia 29 de agosto.

Segundo os advogados da candidata, a manutenção da prisão viola o Código Eleitoral, que proíbe os candidatos de serem presos nos 15 dias anteriores e até 48 horas depois do fim da eleição. Salvo em caso de flagrante delito, em razão de sentença penal de condenação por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.

Em situação parecida está o vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho (PMDB), pai de Carminha. Ele está preso há nove meses, em Bargu 8, e ainda conta com vaga na Câmara de Vereadores e espaço no partido. Contra Jerominho, o pai, pesam as mesmas acusações de usar a Liga da Justiça para intimidar moradores de comunidades carentes e obter votos.