Terremoto assusta ginastas brasileiras no Japão

JB Online

PEQUIM - Os japoneses já estão acostumados aos terremotos, mas os brasileiros não. E o tremor de 6,8 graus na escala Richter da noite desta quarta-feira, com epicentro na província de Iwate, a nordeste de Tóquio, tratado com normalidade pelos asiáticos, pegou de surpresa alguns atletas do Brasil que se preparam em solo nipônico para a Olimpíada de Pequim.

Foi o caso das meninas da ginástica artística, que treinam desde o último sábado no Tsukahara Center, na capital japonesa, para os Jogos.

- Eu não senti nada, mas de manhã estavam todos comentando. 'Você viu a cama tremendo, a porta batendo?' Que bom que não senti e consegui dormir bem, afirmou Daiane dos Santos.

Jade Barbosa, principal esperança de medalhas na modalidade, foi outra que passou "batida" pelo tremor. Mas ela garante que as companheiras se assustaram com o fenômeno.

- Eu capotei durante a noite, mas as outras meninas sentiram, contou.

Pelo menos 115 pessoas ficaram feridas - 15 delas gravemente - no terremoto. O estrago não foi maior porque durante a madrugada os trens não estavam mais funcionando e quase não haviam pessoas nas ruas e estradas. Por medida de segurança, os trens-bala continuaram inoperantes no começo desta quinta-feira.

Apesar do susto, as brasileiras estão gostando da preparação no Japão para os Jogos.

- Estamos adorando. É um lugar diferente, que tem um clima parecido com a China. Além disso, o pessoal recebeu a gente super bem, destacou Daniele Hypólito, que vai participar de sua terceira Olimpíada.

A única reclamação até o momento ficou por conta do fuso horário.

- É meio complicado isso, já que tudo muda com 12 horas de diferença, disse Jade. Mesmo assim, a equipe continua treinando forte, em dois períodos, em busca da perfeição para conquistar a inédita medalha olímpica.

Daiane dos Santos, favorita ao pódio em Atenas há quatro anos e que não conseguiu o objetivo, garante que as brasileiras estão mais preparadas e maduras.

- Não só eu, mas a maioria das meninas está mais madura. A expectativa é de ter o melhor resultado, entre a terceira e a quarta colocação.

Daniele Hypólito alertou ainda para os principais adversários do Brasil em Pequim.

- EUA e China estão indo para ganhar muitas medalhas. Temos que fazer nossa parte e esperar, encerrou.