Molon quer ouvidoria forte para combater corrupção no Rio

JB Online

RIO - Alessandro Molon, candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, participou na manhã desta quinta-feira, do ato público promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB/RJ) contra a impunidade dos chamados crimes de colarinho branco. - O firme combate à corrupção é indispensável para fazermos do Rio uma cidade melhor. Vamos fortalecer a ouvidoria da Prefeitura do Rio, que atualmente não funciona a contento, para que se garanta, além de um canal aberto para a cidadania, a transparência total da administração pública municipal, fazendo com que a população seja nossa aliada no combate à corrupção - disse Molon, que após o ato almoçou com o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira.

O ato, formalmente chamado de "Reunião pública em defesa do Estado Democrático de Direito e contra a corrupção", contou com a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro. O presidente do Conselho Federal da Ordem, Cezar Brito, pediu em seu discurso a instalação imediata no Congresso de uma CPI do Colarinho Branco. Segundo ele, este seria o ponto de partida para que a sociedade brasileira sele um pacto nacional contra a corrupção. Tarso Genro disse que os últimos acontecimentos mostram que vivemos um momento de transição.

- Isso não deprecia nossa relação com o Estado. Ao contrário. O que vivemos é uma transição do estado de direito para um estado democrático de direito - disse o ministro.

Pouco antes, o presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, foi duro ao manifestar-se sobre a impunidade dos ricos e o rigor do Estado contra os pobres. - Os milhares de jovens negros, favelados, sabem o peso da mão do Estado. Para esses, a lei funciona. Agora, analisando os crimes do colarinho branco, para eles o Brasil é o país da impunidade - disse Damous. O presidente da seção fluminense da OAB disse também que os crimes de colarinho branco são graves, pois têm grandes conseqüências sociais. - Milhões de reais são desviados para atividades ilícitas e para a corrupção, em vez de serem revertidos em prol da educação, da saúde e do saneamento básico - afirmou Damous.

O ato contou ainda com a presença do conselheiro federal da OAB pelo Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Levenzon, que coordena o grupo de trabalho na OAB encarregado de estudar propostas para uma campanha nacional contra a corrupção; de Lúcia Stumpf, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE); de Sérgio Batalha Mendes, presidente do Sindicato dos Advogados do Rio de Janeiro; de Henrique Cláudio Maués, vice-presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros; do deputado federal Jorge Bittar (PT); e de representantes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e de demais entidades representativas da sociedade.