Meio ambiente é desafio para expansão

RIO, 3 de junho de 2008 - A legislação ambiental brasileira para a indústria siderúrgica está entre os maiores desafios para o crescimento do setor, de acordo com os empresários que participaram na manhã desta hoje do Encontro Nacional de Siderurgia, em Copacabana, Zona Sul do Rio.

"As exigências ambientais exacerbadas retardam a execução de novos projetos", informou o presidente do Instituo Brasileiro de Siderurgia (IBS), Rinaldo Campos Soares.

O diretor da Unidade de Negócio Aço da Votorantim Metais, Paulo Musetti, engrossou o coro, criticando a legislação para o meio ambiente. "O Brasil é um caso único de exacerbação excessiva. Os órgãos ambientalistas têm que respeitar também as empresas que operam dentro da legislação ambiental", afirmou, destacando a morosidade do processo.

Para o presidente da CSN, Isaac Popoutchi, existem problemas nas aprovações ambientais: "Os processos são difíceis e dolorosos. Apesar da indústria atender aos parâmetros de emissão de resíduos, há prazos muito extensos".

O presidente da ArcelorMittal Brasil, José Armando Campos, ressaltou que as "exigências ambientais exarcebadas" devem retardar investimentos no setor: "As empresas têm desenvolvido um trabalho de sustentabilidade, inclusive adotando selos para certificar a origem do carvão utilizado. Temos na legislação ambiental muitas leis, mas a questão é o cumprimento delas na prática de forma eficaz".

Porém, os industriais que participaram do debate não souberam responder qual seria a quantidade de carbono emitida pela produção siderúrgica do país.

O diretor-presidente da Vale, Roger Agneli, assinalou que as leis ambientais devem ser mais exatas. "O desenvolvimento sustentável já faz parte da estratégia das grandes empresas. A questão é como se fazer respeitar a lei e promover o desenvolvimento com velocidade, respeitando o meio ambiente. As leis devem ser mais claras, de modo que possam ser cumpridas.

(Débora Motta - JB Online)