Justiça diz que não pode proibir vídeo da orgia de Mosley

REUTERS

LONDRES - Um tribunal francês informou nesta terça-feira que não tem poder para proibir que um jornal britânico coloque em seu site um vídeo mostrando o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, em uma orgia com temática nazista com cinco prostitutas.

Mosley iniciou uma ação legal na França, que tem leis de privacidade mais rígidas que a Inglaterra, para tentar evitar que o vídeo esteja disponível na Internet em sites franceses.

Isto forçaria o News of the World, responsável pela polêmica, a remover o vídeo de seu site.

O tablóide divulgou no mês passado algumas fotografias de Mosley no que seria uma orgia com prostitutas vestidas como prisioneiras de um campo de concentração.

O presidente da FIA negou qualquer conotação nazista. Mosley recusou pedidos para que renunciasse ao cargo da FIA.

Embora tenha dito que não pode bloquear o site, um tribunal de Paris decretou que as fotografias publicadas no tablóide eram uma violação das leis de privacidade francesas e que o jornal deveria retirar de circulação as cópias disponíveis na França.

- As fotografias retratam um assunto íntimo, a vida sexual consentida de adultos, o que supostamente não deve ser revelado a outros sem o consentimento das pessoas envolvidas - disse o tribunal.

A decisão fez pouca diferença, pois a edição do News of the World que continha as fotos vendeu milhões de cópias no mês passado, a maioria na Inglaterra. O jornal não é distribuído em grande escala na França.

Sobre o vídeo, o juiz francês disse que apenas a Justiça britânica teria a autoridade de proibir o jornal de colocá-lo em seu site.

O pai de Mosley, Oswald Mosley, foi o fundador de uma União de Fascistas Britânicos no período pré-Segunda Guerra Mundial.