Max Mosley nega relação com nazismo e continua na Presidência da FIA

Agência EFE

BERLIM - O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, enviou uma carta a esta entidade na qual nega todo o envolvimento com a ideologia nazista em meio ao escândalo sexual em que o tablóide 'News of the World' o envolve.

Segundo matéria publicada hoje pelo jornal 'Die Welt', Mosley chama de 'completamente falsas' as insinuações sobre a temática nazista do encontro que teve com garotas de programa, negando a versão da publicação britânica.

O jornal afirma que Mosley participou de uma orgia com cinco prostitutas, vestidas de presas, às quais torturava 'no papel de um comandante de campo de concentração'.

Mosley, que não nega sua participação no encontro, mas suas referências ao nazismo, afirma que entrará na justiça contra o 'News of the World' e destacou sua intenção de permanecer no comando da entidade.

- Recebi expressões de apoio e de solidariedade de dentro da FIA e do automobilismo - declarou Mosley, que afirma que muitos colegas o apoiaram a seguir em seu trabalho, já que sua vida particular 'não afeta' seu trabalho.

Segundo o 'Die Welt', após a intervenção dos advogados de Mosley foram retiradas da internet as cerca de cinco horas de vídeo nas quais Mosley era visto em uma orgia de teor sadomasoquista.

O presidente da FIA afirma que, segundo informações que recebeu de círculos policiais, foi 'espionado' durante cerca de 'duas semanas' e lamentou que os membros da federação tenham sido confrontados com 'os vergonhosas resultados' destas investigações ocultas.

Mosley diz no texto que divulgar detalhes da vida particular das pessoas é 'anticonstitucional' na maior parte dos países e que, neste caso concreto, a publicação das imagens representa um 'ataque ilegal' a sua esfera privada.

O presidente da FIA também tem sido questionado por ser filho de Oswald Mosley - 'membro do partido nazista inglês e amigo particular de Adolf Hitler', segundo o tablóide.