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Bloco Barbas pára Botafogo no aniversário de 25 anos

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Hugo Cals, JB Online

RIO - Quem passava pelas proximidades da rua Arnaldo Quintela, na tarde deste sábado podia notar um grande número de pessoas se aglomerando por volta das 15h. Tudo para saída do Bloco Barbas, que neste ano está comemorando 25 anos de existência. Não por acaso o mascote do Bloco é o filho do escritor Nelson Rodrigues, Nelson Barba Rodrigues Filho, que no início do desfile, que saiu com cerca de uma hora de atraso, chamou os Barbas de plantão para se reunir.

O calor de 32oC castigava Botafogo no momento do desfile e por isso as sombras eram as áreas mais disputadas. Muitos que descansavam aproveitavam para tomar uma cerveja, vendida por muitos ambulantes que trabalhavam livremente. Quando se vê excesso de cerveja, o mau-cheiro de urina no local é quase um coadjuvante obrigatório. No entanto, graças a instalação de banheiros químicos, a imagem desagradável de pessoas urinando na rua não era cena comum nas ruas de Botafogo.

Seguindo a tendência do Carnaval 2008, muitos grupos passavam utilizando fantasias iguais personalizadas. O fenômeno Tropa de Elite colhe seus frutos: muitas pessoas, na maioria crianças e senhoras, estavam vestidas com o uniforme que ficou famoso na pele do Capitão Nascimento. Além disso, era possível ver grupos de batmans e homens-aranha passando a toda hora. Outros não seguiam estilos, e ostentavam os mais diferente adereços.

Como o sábado de Carnaval no Rio é um dia tradicionalmente quente (ou até muito quente) o fim do desfile do Barbas é marcado por um já famosos banho de mangueira, que sai em alta pressão de um caminhão-pipa que acompanha o trio elétrico e a bateria. Mas esse ano São Pedro deu uma ajuda e uma forte chuva que durou cerca de 10 minutos foi o bastante para encharcar os foliões que acompanhavam o desfile.

A conhecida fama internacional do carnaval carioca, podia ser comprovada também no Bloco. Pela primeira vez no Brasil, o turista costa-riquenho, Rodrigo Solano era só sorrisos. Fantasiado e com uma cerveja na mão ele disse que ainda não havia visto festa igual.

- Já fui três vezes a Nova Orleans passar o Mardi Grãs, que é o Carnaval de lá, mas pelo visto estava só me preparando para a grande festa.