Romário completa 42 anos e pode parar durante o Campeonato Carioca

Edilson Campos, JB Online

RIO - Romário completa 42 anos nesta terça-feira prestes a encerrar a longa e bem sucedida carreira no futebol. Campeão mundial, terceiro maior artilheiro da Seleção Brasileira (71 gols) e o segundo jogador brasileiro a superar a marca de mil gols (o primeiro foi Pelé, em 1969), o atual jogador-treinador do Vasco só tem um motivo para estar aborrecido: a suspensão imposta pelo STJD, que o impede até de ficar à beira do campo, no banco, dando instruções aos companheiros/comandados.

A idéia inicial de Romário é encerrar a carreira após a Taça Guanabara, independentemente de o Vasco se sagrar campeão. No entanto, existe a possibilidade de ser convencido pelo presidente do Vasco, Eurico Miranda, o convencer a permanecer jogando até o final do Campeonato Carioca.

Seja como for, os números de Romário impressionam. Eleito o melhor do mundo em 1994, ano em que conquistou o título mundial, foi eleito o craque da Copa dos Estados Unidos e se tornou o artilheiro da Seleção Brasileira, o atacante de 1,69m é ídolo e não apenas no Brasil, na Espanha e na Holanda, onde atuou. Ele é idolatrado mundialmente.

Não é para menos. Foi campeão da Copa dos Campeões pelo Barcelona. Campeão holandês pelo PSV. Campeão carioca invicto pelo Flamengo em 1996. Campeão brasileiro e da Copa Mercosul, em 2000, pelo Vasco. Melhor: campeão mundial, em 1994, da Copa América, em 1989, e da Copa das Confederações, em 1997.

Carioca criado no Jacarezinho e posteriormente na Vila da Penha, Romário começou a carreira no Vasco, tendo chegado ao time profissional em 1985, pelas mãos do técnico Antônio Lopes. No clube de São Januário conquistou os primeiros títulos da carreira; a Taça Guanabara de 1986 e os Campeonatos Cariocas de 1987 e 1988, estes dois últimos atuando ao lado de Dunga, atual técnico da Seleção Brasileira.

No início de carreira, Romário jogou com o maior artilheiro da história do Vasco, Roberto Dinamite. Logo se destacou, passou a fazer muitos gols, alguns dos quais decisivos. E em 1988 se transferiu para o PSV, da Holanda, clube que defendeu até 1993, tendo marcado 98 gols em 109 partidas. É claro que foi campeão holandês.

O ótimo desempenho pelo PSV abriu as portas de um dos mais poderosos clubes do mundo, o Barcelona, que o contrato em 1993. Atuou no clube espanhol até 1995, marcando 34 gols em 46 jogos. Conquistou a Copa dos Campeões. Em janeiro de 2005 se transferiu para o Flamengo, clube que defendeu até 1996, conquistando o Campeonato Carioca sem qualquer derrota neste ano.

Em 1996 foi para o Valência para rápida passagem e voltou em 1997 para o Flamengo para ficar até o fim de ano. Deixou o clube por decisão da diretoria, que atribuiu um incidente de indisciplina ao Baixinho. Foi quando as portas do Vasco novamente se abriram para ele. Nesta volta conquistou o Campeonato Brasileiro e a Copa Mercosul.

Em 1998 acertou com o Fluminense, onde esteve por duas temporadas seguidas. Teve ainda uma rápida pelo Al-Sadd e voltou para mais duas temporadas no Fluminense em 2002 e 2003, ano em que voltou para o Vasco. Depois, teve meteóricas participações no Miami, dos Estados Unidos, e no Adelaide United, da Austrália.

Em maio de 2007, Romário marcou o milésimo gol da carreira, de pênalti, na vitória do Vasco sobre o Sport por 3 a 0, em São Januário, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.

Desde então defende o Vasco.

Em dezembro foi anunciado pelo presidente Eurico Miranda como técnico, apesar de continuar como jogador.