Salgueiro exalta o Rio para dar a volta por cima

Marcello Victor, JB Online

RIO - A Cidade Maravilhosa volta a ser tema no carnaval. O Salgueiro levará para a Marquês de Sapucaí em 2008 o enredo O Rio de Janeiro continua sendo..., do casal de carnavalescos Renato Lage e Márcia Lávia. A vermelho-e-branco da Tijuca, na Zona Norte, aposta na alegria e na irreverência para dar a volta por cima e conseguir melhor sorte que o sétimo lugar de 2007.

- O enredo é um manifesto positivo sobre o Rio. É bacana viver aqui. Minha casa está precisando de carinho, de um abraço - justifica a carnavalesca, ao falar sobre a opção feita pela escola.

Terceira a pisar na avenida no domingo, o Salgueiro desfilará com oito carros alegóricos e 3.800 componentes. O enredo começa com a chegada dos portugueses. Cores cítricas predominarão nas primeiras alas. Segundo Márcia, o objetivo é mostrar o êxtase que teria tomado conta dos colonizadores.

Depois, mesmo sem patrocínio para seu enredo, a escola mostra a evolução arquitetônica gerada pela chegada da família real - a Biblioteca Nacional, a Escola de Belas Artes e o Jardim Botânico.

- Não veio o patrocínio, mas veio a alegria - decreta a carnavalesca.

As portas do Rio se abrem para o mundo no terceiro setor: o sagrado e o profano da Praça Mauá, com seus bares e cabarés - mas também com a presença de monges beneditinos.

O quarto setor é uma das grandes apostas. A alegoria reproduzirá o clima da Lapa e dos arcos, um dos cartões-postais da cidade. Será mostrada a evolução da região, com o surgimento de prédios e a proliferação de bares e cafés, além da figura do carioca. O futebol não será esquecido e é outra cartada. A alegoria do Maracanã terá todos os grandes clubes cariocas representados.

- Vai ser uma empolgação só. É um dos pontos altos do nosso desfile - aposta a botafoguense Márcia Lávia (Renato é rubro-negro).

Fechando o desfile, o Salgueiro faz uma auto-exaltação, relembrando o carnaval de 1965, quando foi campeã do desfile em comemoração ao 4º Centenário do Rio.

- Morei em Jacarepaguá nos anos 70, tempo dos bailes. Foi o período mais feliz da minha vida. Amo esta cidade - diz a carnavalesca, carioca da gema.