Expectativa em Salvador é de abadás com preços baixos

Nilo Junior, JB Online

SALVADOR - Um dos traços marcantes do Carnaval de Salvador sempre foi esgotar rápido os abadás dos blocos mais procurados. O Camaleão, por exemplo, acabava na quarta-feira de cinzas, ou seja, um ano antes. De 2006 em diante, porém, as coisas mudaram um pouco. No ano em questão, os abadás encalharam nas mãos dos cambistas e algumas camisetas que chegavam a valer R$ 1 mil em anos anteriores, eram vendidas por R$ 200 ou R$ 300, valor muito baixo para a folia baiana.

O Ano ruim (apenas para os cambistas), como ficou conhecido, pode se repetir em 2008, se confirmadas as previsões. Prova disso, foi o Bonfim Light, evento considerado "top", que nesta quinta-feira reuniu Asa de Águia, Jammil e Rapazolla no palco da Marina, em Salvador. Os abadás de camarote, que custavam até R$ 140 no site, eram vendidos a R$ 220 no "mercado negro", mas com a proximidade do evento o preço despencou e era possível comprar camarotes por R$ 80. O abadá para pista, nessa altura, de R$ 100 caiu para R$ 30.

- Se tudo der certo vamos comprar Camaleão a R$ 200 esse ano de novo - falava um dos foliões com um amigo, antes da entrada no Bonfim Light.

No Festival de Verão, apesar de estar lotado, também é possível encontrar cambistas vendendo camarotes mais baratos.

Para o Carioca, Leandro Jordão, que passa o carnaval em Salvador há nove anos e está de férias na cidade, ainda é cedo para saber se os preços serão realmente baixos.

- Tudo indica que a tendência será de preços menores mais uma vez, mas ainda não dá para afirmar. Pelos dois eventos que fui, deu para sentir isso, mas só vamos saber mesmo lá para a Sexta de carnaval.

Dos principais blocos do Carnaval de Salvador, o único que está esgotado é o Camaleão de domingo. O bloco, que tradicionalmente desfila no circuito Campo Grande, saíra no Barra-Ondina este ano, em homenagem aos 30 anos do Camaleão.