Chininha assume presidência da Mangueira no pior momento da agremiação

Júlia Moura, JB Online

RIO - A Estação Primeira de Mangueira vive seu pior ano e teme que esta situação possa prejudica-la. Depois de vários escândalos noticiados pelos jornais envolvendo a escola com o tráfico de drogas Eli Gonçalves, a Chininha, assumiu a presidência da escola. Ela entra no comando no pior momento da Escola com a determinação de não deixar a mais famosa escola de samba do Carnaval carioca cair para o segundo Grupo.

Filha de Dona Neuma e neta de Saturnino Gonçalves, um dos fundadores da Mangueira, Chininha leva em seu coração a obrigação de defender sua escola.

- Nunca tinha visto uma turbulência como essa que a Mangueira está passando. É muito complicado assistir a tudo isso. Tenho amor pela Mangueira. Agora que estou no comando é bola pra frente. Tenho obrigação de continuar diz Chininha emocionada.

Chininha ressalta que nunca quis ser presidente da Mangueira, para ela lugar de mulher dentro da escola de samba verde e rosa é confeccionando fantasias e adereços e não na presidência, mas lembra que algumas tradições estão sendo quebradas.

- Eu nunca quis ser presidente, sempre fui sondada para ocupar este cargo mas sempre recusei porque achava que era função de homem e uma tradição da Mangueira explica.

É a primeira vez que uma mulher ocupa a cadeira de presidente da escola contrariando mais uma vez sua tradição. Chininha assumiu a presidência no dia 6 de dezembro do ano passado, depois da renúncia de Percival Pires, mais conhecido como Alvinho, que abandonou o cargo depois que a polícia divulgou um vídeo onde ele aparece no casamento do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.

- A escola está sofrendo por conta de toda a besteira que o outro (Alvinho) fez. Ele não tinha nada que fazer isso. Foi um problema que ele arrumou e que a Mangueira não tem nada com isso defende.

A presidente, aos 64 anos, vem tentando defender a Mangueira de todas as acusações envolvendo a agremiação com o tráfico de drogas, mesmo depois das investigações da polícia estarem mostrando o contrário.

- Não posso ver a Mangueira se acabar assim! É obrigação da minha família não deixar que isto aconteça.