Assassinato de Bhutto e dados negativos derrubam Ásia

As principais bolsas da Ásia operam em baixa nesta sexta-feira, influenciadas pelo assassinato de Benazir Bhutto, líder oposicionista paquistanesa, e pela divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos e no Japão. Os investidores da região aproveitam as últimas sessões do ano para realizar lucros, atentos também aos avanços nos preços do petróleo e a desvalorização do dólar frente ao iene.

O índice Nikkei 225 de Tóquio, que operou hoje por meio período devido às festas de fim de ano, encerrou o dia com queda de 1,65%. O indicador encerra 2007 com recuo de 11,13%, registrando seu primeiro desempenho negativo em cinco anos e a pior performance frente as principais bolsas mundiais.

Minutos atrás, o indicador Kospi de Seul caía 0,24%. Na China, o índice Xangai Composto perdia há instantes 0,73%, enquanto o indicador Hang Seng de Hong Kong apontava baixa de 1,06%. Já na Índia, o índice BSE Sensex 30 apresentava ligeira alta de 0,03%.

Os investidores asiáticos acompanharam as notícias sobre o assassinato de Benazir Bhutto, ex-premier do Paquistão, e temem por uma instabilidade no país asiático que tem poderio nuclear. Ao mesmo tempo, a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos e no Japão elevou o cenário negativo nos pregões da Ásia. Os fracos números sobre bens duráveis nos Estados Unidos aumentaram os temores dos investidores sobre as expectativas de crescimento para a economia norte-americana em 2008.

O cenário piorou após um analista do Goldman Sachs declarar que o Citigroup, a Merrill Lynch e o JPMorgan Chase poderão sofrer baixas contábeis maiores do que as esperadas no quatro trimestre. Já no Japão, as autoridades divulgaram um recuo na produção industrial, que retrocedeu 1,6% em novembro em relação a outubro.

Os avanços nos preços do petróleo e a desvalorização da moeda norte-americana frente ao iene impulsiona também queda nos mercados asiáticos. Há instantes, o barril norte-americano era cotado a US$ 96,97 nas negociações eletrônicas da Ásia, enquanto o dólar era negociado a 113,84 ienes no mercado de divisas de Tóquio.