Governo quer aumentar importações para o México

São Paulo, 8 de agosto de 2007 - O governo quer aumentar as importações de produtos do agronegócio para o México. O ministro da Agricultura e Pecuária, Reinhold Stephanes, que esta semana voltou de uma viagem ao México para preparar a visita feita no início da semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o México poderá passar a importar produtos lácteos, carne de aves mecanicamente separadas, arroz em casca e carne suína produzidos no Brasil. Como contrapartida, porém, o governo mexicano quer que o Brasil aumente as importações de produtos mexicanos. Junto com Estados Unidos e Canadá, o México integra o Nafta (Área de Livre Comércio da América do Norte), um dos mais exigentes arranjos comerciais para a entrada de produtos estrangeiros.

"Os empresários que estiveram presentes nos encontros que realizamos acenaram com a possibilidade de aumentar o número de produtos brasileiros comprados pelo México. Eles devem vir ao Brasil para fazer vistorias antes de novembro", disse o ministro.

O governo mexicano justifica a exigência feita ao Brasil com os números da balança comercial entre os dois países. Desde 1998 o Brasil tem tido resultados superavitários. No ano passado o México importou US 4 bilhões em produtos brasileiros e as compras de produtos mexicanos pelo Brasil somaram US 1,3 bilhão, ou seja, o saldo ficou positivo para p Brasil em US 3,1 bilhões.

Mas esse é o resultado da exportações de produtos manufaturados. O Brasil exporta principalmente automóveis para o México, mas os produtos agropecuários têm pouca representatividade na pauta comercial. Em 2006 o México importou US 18 bilhões em produtos do agronegócio, mas o Brasil forneceu apenas US 270 milhões.

O secretário de Defesa Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária, Inácio Afonso Kroetz, disse que entre os procedimentos para a ampliação das trocas com o México, foram criados grupos de trabalho para avaliação das condições sanitárias, pesquisas na área de agroenergia e controle de pragas, entre outros.

Além do aumento do comércio, o ministro Stephanes destacou as negociações sobre agroenergia. Segundo ele, o governo deve fechar acordo para troca de tecnologia para produção do biodiesel a partir do pinhão manso. "O pinhão é a segunda variedade mais promissora para produção de biodiesel devido à possibilidade de produção em diferentes regiões. Enquanto o Brasil possui dez variedades, o México tem 25 tipos diferentes de pinhão manso", disse.

A missão ao México, organizada pela Secretaria de Relações Internacionais do Mapa, ocorreu entre os dias 30 de julho e 6 de agosto.

(Redação - JB OnLine)

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