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Ney Matogrosso faz show no Rio hoje e amanhã

Jornal do Brasil CADERNO B, cadernob@jb.com.br

Depois de mais de cinco anos ininterruptos à frente da turnê “Atento aos sinais” - temporada longa até para os seus padrões -, Ney Matogrosso acaba de lançar nas plataformas digitais álbum e DVD de "Bloco na rua" (Som Livre/MP,B Discos), novo espetáculo que estreou em janeiro e já é um estrondoso sucesso de público e crítica. "Bloco na rua" volta agora ao palco onde estreou, o Vivo Rio, hoje, amanhã e 18 de janeiro.

Macaque in the trees
Ney Matogrosso (Foto: Marcos Hermes/Divulgação)

O álbum reúne 20 canções do repertório do show e o DVD, gravado em julho deste ano, partiu de uma concepção que o aproxima de um registro cinematográfico. “O Felipe Nepomuceno, que dirigiu o DVD, teve muita liberdade. O que a gente vê não é a reprodução de um show, apenas, mas uma outra coisa, muito interessante. Tanto que eu fiz para o Felipe e sua equipe gravarem, não para uma plateia. Eles tiveram total liberdade de entrar e filmar como nunca ninguém filmou. O resultado está mais para cinema do que para o registro de um show, o que me agrada muito”, pontua Ney.

Formado por canções em sua maioria lançadas na década de 1970, como o tema de Sergio Sampaio citado no título do espetáculo (de 1972), o repertório ganha unidade no roteiro traçado por Ney Matogrosso, há mais de um ano. “Nunca fiz discursos politizados nos meus shows, não faço política partidária: as letras das canções dão os seus recados”. Além da já citada “Eu quero é botar meu bloco na rua”, “Jardins da Babilônia” (Rita Lee e Lee Marcucci), “A Maçã” (Paulo Coelho/Marcelo Motta/Raul Seixas), “Álcool (Bolero Filosófico), do DJ Dolores ,“O Beco” (Herbert Vianna/Bi Ribeiro), “Pavão Mysteriozo” (Ednardo) e "Mulher Barriguda”, do primeiro álbum dos Secos e Molhados, de 1973 (Solano Trindade e João Ricardo), estão na seleção.

Chico Buarque, presença constante na discografia de Ney, aparece em dois momentos: como versionista de “Yolanda”, clássico do cubano Pablo Milanés, e em “Tua Cantiga” (parceria com Cristóvão Bastos). Duas canções foram pinçadas do compacto duplo Ney Matogrosso e Fagner, de 1975: “Postal do Amor” (Fagner/Fausto Nilo/Ricardo Bezerra) e "Ponta do Lápis” (Clodô/Rodger Rogerio). De Itamar Assumpção surgem “Já sei” (Alzira Espíndola/Alice Ruiz/Itamar) e “Já que tem que” (Alzira/Itamar). “Como 2 e 2”, de Caetano Veloso, Ney nunca havia cantado; já “Sangue Latino”, sucesso dos Secos e Molhados, ganhou arranjo mais pop.

O figurino é do estilista Lino Villaventura e a banda, afiada, a mesma que acompanha Ney há cinco anos: Sacha Amback (direção musical, arranjos e teclados), Marcos Suzano e Felipe Roseno (percussão), Dunga (baixo), Mauricio Negão (guitarra), Aquiles Moraes (trompete) e Everson Moraes (trombone). O espetáculo tem luz criada por Arthur Farinon e Juarez Farinon, e vídeo-cenário de Luiz Stein e Marcus Paulista.

SERVIÇO: Show de Ney Matogrosso / Vivo Rio / Data: hoje, 10/01, às 22h, amanhã, 11/01, e 18 de janeiro às 21h. / Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85- Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ / Abertura dos portões: Duas horas antes do show. / Classificação etária: 18 anos. Menores de 18 anos entram acompanhados dos pais/responsável.