Bruna Fontes faz sucesso e vende todos os livros na Bienal

Não sobrou um exemplar de 'Sob O Mesmo Teto' e 'Superlativo'

Bruna Fontes, formada em Letras pela UFRJ, vendeu todos os livros na Bienal do Rio. "Não foi a primeira vez que se esgotaram, participo da Bienal desde 2014, em São Paulo, e lá aconteceu o mesmo em 2016. Essa foi a terceira vez que participei da Bienal do Rio, mas nunca havia tido duas obras esgotadas, o que é surreal e me deixa muito feliz e agradecida pelos leitores que venho cultivando", comemora.

A autora responde sobre questões LGBTs na internet. "Me procuram muito, desde que comecei a falar sobre isso no Twitter, onde existe o "Curious Cat", pelo qual você manda perguntas anônimas, então recebo muitas questões, não só por causa da minha experiência pessoal, mas também por causa dos livros. Em um deles, de maior sucesso na plataforma Whattpad, onde publico histórias online, um dos protagonistas passa pelo processo de se descobrir. Os leitores me questionam sobre o que sentem. Eles me contam suas histórias, faço questão de deixar o Curious Cat ativo, pois eles se sentem confortáveis para desabafar. Me sinto feliz em saber que a minha experiência pode ajudar outras pessoas também".

A descoberta da bissexualidade

Bruna diz que foi ao escrever o livro 'Superlativo, que tem personagens que estão na fase da faculdade, no início da vida adulta e começam a se descobrir. "Foi bem parecido com os meus sentimentos", aos 25 anos.

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Bruna Fontes é autora do livro 'Superlativo' com temática LGBT (Foto: Daniela Calcia/Jornal do Brasil)
Sobre a polêmica com o prefeito do Rio, que mandou recolher livros de temática LGBT, mas foi derrotado pela Justiça, Bruna acha que a ação chamou mais atenção para a causa. "Foi um tiro no pé, ele iniciou tudo isso por um quadrinho que ele queria banir e depois disso começou uma comoção em favor da causa. A resposta foi tão grande, e teve um peso tão positivo, que ofuscou. Mas o que ele fez não pode ser esquecido, a gente precisa combater, acho que é um momento de refletir, ele tem esse pensamento tão retrógrado, e não faz sentido algum, não é legal. Quem precisa escolher como eu vou viver sou eu, são pequenos passos que a gente vai dando ao longo do nosso caminho', finaliza.