Brasileiros ganham prêmios importantes no IndieLisboa/2022

‘Mato Seco em Chamas’, de Adirley Queirós e Joana Pimenta, ‘Medusa’, de Anita Rocha da Silveira, e ‘Escasso’, de Gabriela Gaia Meirelles e Clara Anastácia, saem de Portugal com marcas expresivas

Foto: divulgação
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O IndieLisboa divulgou nesse domingo (8) os vencedores de sua 19ª edição, realizada de forma presencial, marcando o retorno do evento às salas de cinema. O festival atrai público e profissionais de cinema do mundo todo, dando-lhes a oportunidade de descobrir talentos emergentes e redescobrir autores de renome.

Os brasileiros tiveram uma brilhante participação, a começar pela seleção de “A Viagem de Pedro”, da paulistana Laís Bodanzky, protagonizado por Cauã Reymond, com o status de ser o título de encerramento.

Mas a distinção não foi somente esta, já que os brasileiros saem do festival com muitos prêmios.

“Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta (produção Brasil/Portugal), venceu o Grande Prêmio de Longa Metragem Cidade de Lisboa, o principal do Festival. A trama é sobre uma operação da Polícia Militar contra o tráfico de drogas em Ceilândia (Brasília). “É um filme poderoso que explora as diferenças sociais extremas na sociedade brasileira atual”, ressalta o comunicado do festival.

“Mato Seco em Chamas” ganhou também o Prêmio Universidades e o Prêmio Allianz para Melhor Longa-metragem português.

O Prêmio de Melhor Realização para Longa Metragem Português Nova FCSH foi para “O Trio em Mi Bemol”, de Rita Azevedo Gomes.

O júri da competição internacional premiou “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira, com o Prêmio Especial do Júri Canais TVCine. O filme da diretora carioca traz o mito grego para o mundo contemporâneo.

Entre os curtas-metragens, o Prêmio Dolce Gusto para Melhor Curta-metragem português foi atribuído a “Domy + Ailucha, Cenas Kets!, um filme colaborativo de Ico Costa, enquanto que “Um Caroço de Abacate”, de Ary Zara, ficou com o Prêmio Novo Talento The Yellow Color.

Na competição internacional de curtas-metragens, o Grande Prêmio de Curta Metragem EMEL foi dividido entre ”Mistida”, de Falcão Nhaga, e “The Parent’s Room”, de Diego Marcon, que também venceu o Prêmio de Melhor Animação.

O melhor curta-metragem de ficção também foi para o Brasil, com “Escasso”, de Gabriela Gaia Meirelles e Clara Anastácia.

O Prêmio Silvestre para Melhor Longa Metragem foi dividido entre “Cette Maison”, de Miryam Charles, e “Nous, Étudiants!”, de Rafiki Fariala.

Na mostra dedicada a novos realizadores, Tindergraf, de Júlia Barata, venceu o Prêmio Novíssimos Betclic.


IndieLisboa manteve o brilho de sua tradição

Embora as dificuldades ainda impostas pela pandemia, o festival apresentou uma programação de qualidade com 250 filmes, divididos em 9 mostras e sessões especiais.

A começar pelos títulos de abertura, com filmes restaurados, privilegiando o cinema do passado e, em última análise, conscientizando para a importância da preservação fílmica.

O festival também destacou cineastas veteranos, como foi o caso de João Botelho que apresentou dois filmes no Festival em Sessões Especiais: “Um Filme em Forma de Assim” e “O Jovem Cunhal”.

Também estiveram na programação do evento mais dois títulos brasileiros: “Fantasma Neon”, de Leonardo Martinelli, na mostra de Curtas, e “Sideral”, de Carlos Segundo, mostrado fora de competição.


Os principais prêmios

Grande Prêmio de Longa-Metragem Cidade de Lisboa: “Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta

Prêmio Melhor Longa-Metragem Português: “Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta

Prêmio Melhor Realização para Longa Metragem Português Nova FCSH: “O Trio em Mi Bemol”, de Rita Azevedo Gomes.

Prêmio Universidades: “Mato Seco em Chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta

Prêmio Especial do Júri Canais TVCine: “Medusa”, de Anita Rocha da Silveira

Prêmio Novo Talento The Yellow Color: “Um Caroço de Abacate”, de Ary Zara

Prêmio de Melhor filme da Mostra Novíssimos: “Tindergraf”, de Julia Barata

Prêmio de Melhor Longa-metragem da Mostra Silvestre: dividido entre “Cette Maison”, de Miryan Charles, e “Nous, Étudiants!”, de Rafiki Fariala;

Prêmio Anistia Internacional: “Urban Solutions”, de Arne Hector, Luciana Mazeto, Minze Tunnescheit e Vinicius Lopes;

Prêmio do Público para Longa-Metragem: “Cesária Évora”, de Ana Sofia Fonseca;

Melhor Curta-Metragem de Animação: “The Parent’s Room”, de Diego Marcon;

Melhor Curta-Metragem de Documentário: “Urban Solutions”, de Arne Hector, Luciana Mazeto, Minze Tunnescheit e Vinicius Lopes;

Melhor Curta-Metragem de Ficção: “Escasso”, de Gabriela Gaia Meirelles e Clara Anastácia;

Prêmio Dolce Gusto para melhor Curta-metragem Português: “Domy + Ailucha, Cenas Ketsl”, de Ico Costa;

Grande Prêmio de Curta-Metragem EMEL: dividido entre “Mistida”, de Falcão Nhaga e “Parent’s Room”, de Diego Marcon.

 

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