‘É Tudo Verdade’ anuncia vencedores da 27ª edição

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Foto: Tarso Sarraf/divulgação
Credit...Foto: Tarso Sarraf/divulgação

O Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade divulgou nesse domingo (10) os premiados de sua 27ª edição. O prêmio de melhor documentário da competição brasileira de longas-metragens foi para “Quando Falta o Ar”, de Anna Petta e Helena Petta.

O filme retrata a luta coletiva contra a Covid-19 no país pela perspectiva da área médica e agentes de saúde. “É um registro precioso de uma memória coletiva ainda recente e um registro inestimável da importância do Sistema Único de Saúde, o SUS”, afirmou o júri.

“Sinfonia de um Homem Comum”, de José Joffily – sobre o diplomata brasileiro José Maurício Bustani – recebeu menção honrosa.

 

Macaque in the trees
Cena de "O Filme da Sacada", de Pawel Lozinski, melhor longa-metragem internacional (Foto: divulgação)

 

O prêmio de melhor documentário da competição internacional de longas-metragens foi conquistado pelo polonês “O Filme da Sacada”, de Pawel Lozinski. O filme é um relato de gravações de pessoas que passam na calçada do diretor e são convidadas a falar e refletir sobre a vida.
“É o mosaico de retratos profundos de personagens retirados do anonimato urbano por um dispositivo insólito e simples que realiza um surpreendente mergulho em suas personalidades, medos e desejos”, ressaltou o júri.

O francês “Ultravioleta e as Gangues das Cuspidoras de Sangue”, de Robin Huzinger, ganhou menção honrosa por “construir um panorama que combina história particular e pessoal com a memória cinematográfica”.

Na competição brasileira de curtas-metragens, o vencedor foi “Cantos de um Livro Sagrado”, de Cesar Gananian e Cassiana der Haroutiounian, por sua abordagem original da Revolução de Veludo, ocorrida na Armênia em 2018.
“Cadê Heleny?”, animação de Esther Vital, conquistou menção honrosa na categoria.

Na competição internacional de curtas-metragens, o vencedor foi “Como se Mede um Ano?”, de Jay Rosenblatt – que narra o crescimento da filha do diretor ao longo de 17 anos.
“Ali e Sua Ovelha Milagrosa”, com direção de Maythem Ridha, ficou com a menção honrosa. O filme segue um menino de 9 anos que é obrigado a sacrificar Kirmeta, sua ovelha favorita.

A entrega dos troféus e certificados aos premiados brasileiros ocorreu em evento com a projeção do filme de encerramento “O Território”, de Alex Pritz, que fala de um jovem líder indígena brasileiro que luta contra fazendeiros que ocupam uma área protegida da Floresta Amazônica.

 

Macaque in the trees
Cena do filme "Cantos de um livro sagrado", melhor curta-metragem brasileiro (Foto: divulgação)

 


A FORÇA DO CINEMA DOCUMENTAL

Durante 11 dias, de 31 de março a 10 de abril, o ETV, realizado no formato híbrido, apresentou 77 documentários, vindos de 34 países, entre longas, médias e curtas, ainda inéditos no Brasil.

Quem acompanhou o evento teve um retrato primoroso do mundo atual em vários segmentos: político, cultural, social, ambiental, além de oportunos resgates e homenagens em diversas biografias.

Celebrando o presente, sem deixar de destacar o cinema do passado, o festival apresentou uma Mostra de Clássicos com títulos de consagrados cineastas como Dziga Vertov e Orson Welles e que incluiu o emblemático filme de Eduardo Escorel “Chico Antônio – O Herói Com Caráter” (1983), que resgata o personagem real Chico Antônio, cantador do Rio Grande do Norte, mencionado pelo escritor Mário de Andrade em seus trabalhos sobre a cultura popular brasileira.

E na tradicional Retrospectiva exibiu filmes do cultuado cineasta Ugo Giorgetti produzidos entre 1973 e 2021.

Esses são apenas alguns exemplos de um evento que primou pela abrangência, diversificação e qualidade.

Mais uma vez o Festival É Tudo Verdade, criado pelo crítico Amir Labaki em 1996, conseguiu reinventar-se como grande janela do documentário no Brasil, e na América Latina. E com o oportuno acréscimo de ter sido oferecido ao público de forma totalmente gratuita.


RELAÇÃO COMPLETA DOS PREMIADOS

Melhor longa ou média-metragem brasileiro
"Quando Falta o Ar", de Anna Petta e Helena Petta (vencedor)
"Sinfonia de um Homem Comum", de José Joffily (menção honrosa)

Melhor curta-metragem brasileiro
"Cantos de um Livro Sagrado", de Cesar Gananian e Cassiana der Haroutiounian (vencedor)
"Cadê Heleny?", de Esther Vital (menção honrosa)

Melhor longa ou média-metragem internacional
"O Filme da Sacada", de Pawel Lozinski (vencedor)
"Ultravioleta e as Gangues das Cuspidoras de Sangue", de Robin Huzinger (menção honrosa)

Melhor curta-metragem internacional
"Como se Mede um Ano?", de Jay Rosenblatt (vencedor)
"Ali e Sua Ovelha Milagrosa", de Maythem Ridha (menção honrosa)

Prêmio Aquisição Canal Brasil de Incentivo ao Curta-Metragem
"Cadê Heleny?", de Esther Vital

Prêmio EDT, da Associação de Profissionais de Edição Audiovisual
"Solmatalua", de Rodrigo Ribeiro Andrade (curta)
"Sinfonia de um Homem Comum", de José Joffily (longa)

Prêmio Mistika
"Cantos de um Livro Sagrado", de Cesar Gananian e Cassiana der Haroutiounian

 



Cena do filme 'Quando Falta o Ar', melhor longa-metragem brasileiro
Cena de "O Filme da Sacada", de Pawel Lozinski, melhor longa-metragem internacional
Cena do filme "Cantos de um livro sagrado", melhor curta-metragem brasileiro


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