‘7 Prisioneiros’, protagonizado por Malheiros e Santoro, é exibido em Veneza

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Foto: Aline Arruda/Netflix
Credit...Foto: Aline Arruda/Netflix

Dirigido por Alexandre Moratto – e tendo Fernando Meirelles entre os produtores – “7 Prisioneiros” é outro título representando o Brasil em Veneza. O cineasta brasileiro-americano retorna ao tema de pessoas que vivem à margem da sociedade, como já tinha feito no excelente “Sócrates”.

Seu novo trabalho, que se concentra na escravidão moderna, estreou no festival dia 6 e teve uma segunda exibição nessa terça feira (7) na paralela Orizzonti Extra de júri popular.

A história segue Mateus (Christian Malheiros), um adolescente de 18 anos que trabalha em um ferro-velho em São Paulo, quando seu novo chefe Luca (Rodrigo Santoro) o faz prisioneiro junto com seus colegas, os obrigando a dar longas horas a mais de trabalho.

Luca sabe onde vivem as famílias de seus trabalhadores escravizados e consegue mantê-los presos com a ameaça de destruir a única coisa com a qual todos se importam: suas famílias.

Santoro – que vive intensamente o papel – compareceu à première do filme no festival. “Estar em Veneza é uma honra”, declarou à imprensa o talentoso ator que vem consolidando, cada vez mais, uma carreira internacional.

Malheiros tem igualmente uma excelente atuação interpretando um herói simpático, inteligente e que busca uma estratégia para impressionar e se tornar o braço direito do seu chefe. Moratto, por sua vez, já havia declarado em entrevistas o desejo de trabalhar novamente com ele.

“Tivemos uma ótima colaboração em Sócrates”, elogia o diretor, que ficou motivado para fazer “7 Prisioneiros” após ter assistido a um programa na televisão sobre escravidão nos tempos atuais e tráfico de pessoas.

Fica claro que a intenção do cineasta é fazer com que os espectadores reflitam sobre a situação de pessoas que moram em regiões periféricas e precisam enfrentar duras realidades.

O filme, produção da Netflix e cujo roteiro foi escrito por Moratto e Thayná Mantesso, é um drama tenso com pinceladas de thriller e, em última análise, confirma o talento do cineasta, já mostrado em vários documentários e neste seu segundo longa-metragem de ficção.