CCBB Educativo: cultura xavante, Nise da Silveira etc...

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O destaque da programação do CCBB Educativo é o Múltiplo Ancestral - Cultura Xavante - Com Divino Tserewahú, nesta sexta (25). O cineasta indígena Divino Tserewahú apresenta um pouco da cultura do povo Xavante, através de registros de imagens, sons e memórias de sua vida na aldeia.

Divino Tserewahú começou a aprender sobre cinema em 1990, quando a comunidade Xavante de Sangradouro recebeu sua primeira câmera de filmagem (VHS), doada pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI) de São Paulo. Sua primeira atuação profissional na área foi como parte da equipe do Programa de Índio, série de TV realizada na Universidade Federal do Mato Grosso entre 1995 e 1996. Em 1997, Divino participou do primeiro encontro e oficina de formação de cineastas indígenas do Brasil, organizado pelo Vídeo nas Aldeias e realizado no Parque Indígena do Xingu. A Classificação indicativa Livre – recomendado para pessoas acima de 3 anos. Local: redes do CCBB e site do CCBB Educativo.

Em destaque também, as visitas mediadas presenciais e virtuais à nova exposição “Nise da Silveira: A Revolução pelo Afeto”, em cartaz até o dia 15 de agosto no CCBB-Rio. A mostra marca os 22 anos da morte da psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999), uma das maiores cientistas do Brasil, reconhecida internacionalmente. No CCBB Rio de Janeiro, as visitas mediadas presenciais para as exposições em cartaz são: aos domingos, segundas, quartas e sextas, às 12h e às 16h. Quintas e sábados são às 12h.

A exposição Nise da Silveira

A Revolução pelo Afeto ocupa três salas do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro e reúne cerca de 90 obras de clientes do Museu de Imagens do Inconsciente, ao lado de peças de Lygia Clark, Zé Carlos Garcia, fotografias de Alice Brill, Rogério Reis e Rafael Bqueer, vídeos de Leon Hirzsman e Tiago Sant’Ana e aquarelas e fotos de Carlos Vergara. A curadoria é do Estúdio M’Baraká, com consultoria do psiquiatra Vitor Pordeus e do museólogo Eurípedes Júnior. Nas três salas, o público vai passear pelos precursores da arteterapia em oposição aos tratamentos da época, a questão do afeto, depois verá a chegada da alagoana Nise ao Rio de Janeiro, a passagem pela prisão, as mulheres com quem conviveu, entre elas a sambista Dona Ivone Lara, até fazer um mergulho no inconsciente, explorando também a questão territorial do Engenho de Dentro enquanto espaço de exclusão e metáfora engenho interior versus engenho de fora.

Este ano completam-se 22 anos da morte de Nise da Silveira – e 22 é um número associado à loucura no imaginário popular, tema abordado de forma revolucionária pela psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999). Médica formada enquanto única mulher em uma turma com mais de 150 homens, ficou mundialmente conhecida pela ideia vanguardista de usar o afeto como metodologia científica no tratamento às pessoas com sofrimentos psíquicos.

As visitas mediadas em Libras para esta exposição são aos sábados, às 16h e ocorrem simultaneamente em português, com tradução em língua brasileira de sinais (Libras). A capacidade é de 6 pessoas, mediante agendamento prévio. A classificação indicativa Livre e Indicada para pessoas acima de 5 anos.

Na modalidade virtual com mediação online da equipe de educadores, as visitas acontecem mantendo a intensidade e a potência das conversas, mesmo à distância. A duração é de 0h50 a 1h30 com capacidade para grupos de até 45 pessoas, com mínimo de 10 participantes. A classificação indicativa é Livre – Indicado para pessoas acima de 5 anos. Inscrições.