Tribeca tem noite de encerramento com painéis e sessões em Nova York

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Como inicialmente programado, o festival – iniciado no dia 9 – manteve seu formato híbrido com eventos virtuais e presenciais na cidade de Nova York. A noite de encerramento de sua comemorativa 20ª edição aconteceu nesse sábado (19).

Foi realizada presencialmente no Radio City Music Hall e em vários locais da cidade.

No tapete vermelho estiveram presentes muitos artistas e celebridades, entre outros, Jane Rosenthal, cofundadora do Tribeca, Paula Weistein, diretora de conteúdo, e Cara Cusumano, diretora do Festival. Além de membros dos júris, como Sharon Stone, Iyabo Boyd e Sabrina Schmidt Gordon.

A lendária e tradicional casa de shows de Nova York sediou seu primeiro evento desde o surgimento da pandemia, com a sessão do filme “Documentário sem título de Dave Chapelle”.

Dirigido por Steve Bognar e Julia Reichert, o filme é produzido pelo próprio roteirista, produtor e ator Chapelle, sobre seus programas ao vivo e ao ar livre numa pequena comunidade de Ohio para encorajá-la em face da pandemia da covid-19.

A cerimônia teve início com a entrega do primeiro prêmio Harry Belafonte Vozes pela Justiça Social, criado em homenagem ao famoso artista, ator, ativista e líder dos direitos civis, objetivando reconhecer indivíduos que utilizam as artes para promover mudanças em suas comunidades. O troféu foi entregue à líder política Stacey Abrams, por sua notável liderança e comprometimento na luta contra as injustiças por meio do seu trabalho como ativista e romancista.

Em sessões simultâneas em diversos locais da cidade, houve apresentação de vários filmes e séries incluindo dramas e documentários, abordando temas com histórias reais, homenagens e protestos a favor da diversidade, principalmente relacionados com direitos raciais, necessidade de reformas e outros.

Entre os títulos exibidos ontem, um deles foi “Paper & Glue”, uma das atrações da mostra Movies Plus.

Dirigido pelo artista plástico e grafiteiro francês JR, é um documentário com fotos murais em espaços que incluem a fronteira EUA-México, as ruas de Paris e as favelas do Rio de Janeiro.

JR – eleito uma das 100 pessoas mais influentes da revista “Time” em 2018 – é um artista visual que faz exposições livres nas ruas do mundo, colando enormes retratos de pessoas anônimas em lugares totalmente inesperados.

O Festival – fundado por Robert De Niro e Jane Rosenthal após os ataques de 11 de setembro de 2001, como uma forma de levantar o astral da cidade – recebeu nesta edição 11.222 inscrições, e sua seleção primou por abrangente e diversificada programação com muitos filmes dirigidos por mulheres e LGBTQ+.