Mostra de terror Hammer no CCBB

Evento no Rio vai até fevereiro

Foto: divulgação
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Com tantos canais de streaming por aí, ainda assim, é difícil achar algum filme de terror da produtora inglesa Hammer, especializada no gênero, que reinou suprema durante os anos 1960 e 70 (quem sabe, quando o HBO Max chegar ao Brasil, já que a Warner é dona do catálogo). Contudo, a mostra Estúdio Hammer – A Fantástica Fábrica de Horror, que está em cartaz no CCBB-RJ desde quarta (6), exibirá 30 longas-metragens, produzidos entre as décadas de 1950, quando foram lançados os primeiros filmes de terror do estúdio, passando pelo auge nos anos 1960, até sua decadência nos anos 1970.

As sessões serão nos cinemas dos CCBBs (RJ, SP e DF). No Rio de Janeiro, as datas são de 6 de janeiro a 1º de fevereiro, de quarta-feira a domingo. Serão realizados também eventos on-line: uma masterclass (21/01, 19h) com o cineasta Rodrigo Aragão; dois debates e um curso de três aulas com o curador Eduardo Reginato (27/01 e 3/02, 19h; 10/02, 20h).

Macaque in the trees
Christopher Lee estará em cartaz neste sábado (9), 15h15, fazendo a múmia Kharis (Foto: Foto: divulgação)

Os curadores Eduardo Reginato e Danilo Crespo destacam, entre os títulos da mostra, o primeiro filme do Hammer com o Conde Drácula ‘O Vampiro da Noite’ (Horror of Dracula, 1958), com os atores que se tornariam os grandes astros do gênero - Peter Cushing e Christopher Lee; uma versão do clássico de Sherlock Holmes ‘O cão dos Baskervilles’ (The hound of the Baskervilles, 1959); os filmes de múmias e monstros de Frankenstein, que têm um toque diferente dos clássicos americanos (é tudo em technicolor), como ‘A maldição da múmia’ (The curse of the mummy´s tomb, 1964) e ‘O horror de Frankenstein’ (The horror of Frankenstein, 1970); além de ‘The vampire lovers’ (1970), uma história de vampiras sensuais e lesbianas.

O Estúdio Hammer era uma pequena produtora britânica de produção familiar que dominou o mercado global de terror e continua sendo altamente influente. A Hammer ressuscitou os ícones góticos descartados por Hollywood (sobretudo, os monstros da Universal) em filmes elegantes, sensuais e violentos que capturaram a essência da forma literária original. Embora a idade de ouro do Hammer tenha terminado no início dos anos 70, a marca continua sendo sinônimo de horror. E, muito parecido com Drácula, o estúdio saiu recentemente do túmulo e voltou a produzir novos filmes.

Neste fim de semana, os destaques são: “O Médico e Irmã Monstro” (“Dr. Jekyll and Sister Hyde”, 1971), ótima inversão em cima do clássico ‘O médico e o monstro’, com excelente atuação de Ralph Bates, sexta, às 17h30; “A Múmia” (“The Mummy”, 1959), sábado, 15h15, com Christopher Lee (fazendo a múmia Kharis); e “A Lenda dos 7 Vampiros” (1974), que pega a onda dos filmes de kung-fu dos anos 70. É tudo grátis, mediante retirada de senhas.



A maldição da múmia (1964)
Christopher Lee estará em cartaz neste sábado (9), 15h15, fazendo a múmia Kharis