Itaú Cultural lança 'Arte como respiro'

Na pauta, apoio a artistas no contexto da pandemia do Coronavírus

Conectado com o amplo movimento espontâneo de criação online no meio artístico, neste período de suspensão social em decorrência da pandemia da Covid-19, o Itaú Cultural abre em seu site, nesta segunda-feira (6), as inscrições para "Arte como respiro: múltiplos editais de emergência". Desta forma, a instituição se propõe a acolher os artistas obrigados a atuar isoladamente e sem remuneração, neste momento, e a gerar recursos na economia criativa.

 

Nesta primeira etapa focado em projetos de artes cênicas – circo, dança e teatro –, o edital atua em dois eixos. Um deles contempla trabalhos produzidos no período da quarentena, em que o proponente poderá propor uma apresentação em tempo real ou enviar o trabalho já gravado em vídeo, desde que realizado nesta condição de recolhimento. O outro volta-se para um espetáculo cênico completo apresentado em material audiovisual gravado anteriormente, desde que seja ajustado a este período, com uma intervenção gerada no momento de suspensão social.

 

O LINK é por onde devem ser feitas as inscrições, que encerram no dia 10 (sexta-feira). A equipe de programadores do Núcleo de Artes Cênicas da organização selecionará 120 projetos – até 90 no eixo “trabalhos produzidos na quarentena” e até 30 no eixo “espetáculo cênico completo já gravado” – considerando critérios poéticos, apuro técnico, capacidade de realização e maior possibilidade de recepção de públicos. Todos os selecionados receberão valores de até R$ 10 mil como remuneração pelo licenciamento dos direitos autorais do trabalho. Os contemplados serão informados por e-mail no dia 25.

“Em meio a esta pandemia que afeta todos nós, cada setor precisa estar ainda mais junto para buscar soluções ou formas de diminuirmos o impacto negativo deste momento”, observa Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural. “Com esta ação, reafirmamos o nosso papel de fomentar a arte e estimular a difusão do fazer cultural, construído durante mais de três décadas”, continua ele. “Este é um movimento que busca provocar a evolução e capacidade criativa do setor”, completa.