Divisor de águas para o The Who

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A gravação do álbum começou em setembro de 1968, mas levou seis meses para ser concluída já que foi necessário rearranjar e regravar parte do material em estúdio. Tommy foi aclamado após seu lançamento pelos críticos, que o elogiaram como a evolução do The Who, que vinha dos álbuns "My generation" (1965), "A quick one" (1966) e "The Who sell out" (1967). "Tommy" é até hoje um dos trabalhos mais influentes da história do rock.

Depois de testemunhar o assassinato acidental do seu pai, piloto da forca aérea britânica, que havia sumido durante a guerra, pelo amante de sua mãe, que mais tarde veio a se tornar seu padrasto, Tommy fica traumatizado em estado catatônico e, à medida que o menino cresce, ele sofre abusos nas mãos de parentes, vizinhos sádicos e tentativas frustrantes de cura. Quando adolescente, ele descobre ter uma habilidade incomum para jogar fliperama e, quando sua mãe finalmente rompe sua catatonia, ele se torna um superstar internacional do pinball.

A gravação do álbum começou em setembro de 1968, mas levou seis meses para ser concluída já que foi necessário rearranjar e regravar parte do material em estúdio. Tommy foi aclamado após seu lançamento pelos críticos, que o elogiaram como a evolução do The Who, que vinha dos álbuns "My generation" (1965), "A quick one" (1966) e "The Who sell out" (1967). "Tommy" é até hoje um dos trabalhos mais influentes da história do rock.

Depois de testemunhar o assassinato acidental do seu pai, piloto da forca aérea britânica, que havia sumido durante a guerra, pelo amante de sua mãe, que mais tarde veio a se tornar seu padrasto, Tommy fica traumatizado em estado catatônico e, à medida que o menino cresce, ele sofre abusos nas mãos de parentes, vizinhos sádicos e tentativas frustrantes de cura. Quando adolescente, ele descobre ter uma habilidade incomum para jogar fliperama e, quando sua mãe finalmente rompe sua catatonia, ele se torna um superstar internacional do pinball.

O ponto de partida da ópera rock veio de um single chamado "Glow girl" que, curiosamente, nunca foi lançado pelo The Who. "Glow girl me levou à ideia central de 'It's a boy', 'Mrs Walker' (a primeira música do álbum Tommy)", disse Pete Townshend, em entrevista à Rolling Stone à época do lançamento do disco. "Mas isso teria sido uma abertura muito brusca, então eu fiz a 'Overture'. Isso te dá pistas sobre muitos dos temas e dá continuidade às faixas individuais - você acha que já as ouviu antes porque elas foram indicado na abertura. Isso dá mais fluxo e fortalece a coisa toda", explica o guitarrista.  

Um dos temas centrais de Tommy é o conflito entre o eu e o eu ilusório. Cego, o protagonista (o eu real) não pode ver nada além de seu reflexo (eu ilusório) no espelho. "O menino se fechou completamente como resultado do assassinato e das pressões de seus pais, e a única coisa que ele consegue ver é seu reflexo no espelho. Esse reflexo acaba sendo sua salvação final", filosofa o compositor.

Townshen compôs sozinho 21 das 24 canções do álbum duplo, exceto "Tommy's Holiday Camp" (Keith Moon) e "Fiddle About" e "Cousin Kevin" (John Entwistle). "Eu não queria fazê-las. Não conseguiria ser cruel o suficiente. Queríamos mostrar que o menino estava sendo tratado com muita crueldade, que estava sendo tratado como uma aberração", comenta.



Roger Daltrey e Pete Townshend durante a lendária apresentação da banda no Festival de Woodstock, em 1969. O concerto foi uma das das primeiras execuções das canções da ópera rock que acabara de ser lançada
O guitarrista Eric Clapton (centro), presença marcante na versão para o cinema
Elton John também foi um dos astros do rock que atuou no longa de Ken Russel