Pag. 31 - Palcos em descompasso

Meses no oi futuro, do flamengo, e dois no teatro maria clara machado.

De acordo com rossini, a adesão do público foi mais intensa no oi futuro, mas o espetáculo teve sempre bastante procura.

– estreamos no final de março no oi futuro e em abril já tínhamos vendido todos os ingressos até junho, o que nos levou a esticar a temporada em um mês – lembra. – no maria clara machado, um espaço um pouco maior, lotávamos a casa com uma semana de antecedência.

Responsável pela montagem de in on it em são paulo, henrique mariano acompanhou a peregrinação da produção pelos teatros da faap e eva herz.

– na faap, que tem 480 lugares, tivemos frequência de público de 60% a 70% – conta. – no eva herz, de 200 lugares, 100%.

Produtor de o estrangeiro , encenação do texto de albert camus, e rockanty gona , apropriação da tragédia de sófocles – encenações que traziam guilherme leme como, respectivamente, ator e diretor –, silvio batistela comemora as temporadas no rio e em são paulo, mas admite maior irregularidade na primeira cidade do que na segunda.

– tenho a impressão de que os espectadores de são paulo estão mais interessados em espetáculos dessa natureza – aposta batistela, que, porém, manteve o estrangeiro no rio durante oito meses. – lá há mais diversidade.

O público tem disposição para ver de tudo.

No rio, as montagens peregrinaram por teatros diferentes. ambas estrearam no sesc copacabana e seguiram para o teatro do leblon (sendo que o estrangeiro passou ainda pelo teatro do jockey).

– fomos muito bem no sesc e no jockey, mas no leblon enfrentamos mais dificuldades – admite batistela. – em são paulo, o estrangeiro teve uma recepção excepcional e ro ckantygona fez boa temporada num teatro afastado, o sesc santana. sófocles – a peça ‘rockantygona’ fez boa temporada em são paulo, mesmo num teatro afastado, o sesc santana.