A paranoica busca pela felicidade

Rubens Lima Jr.

M antendo sua tradição de trabalhar textos curtos e histórias entrecruzadas quase surrealistas, o diretor americano Todd Solondz continua batendo um bolão ao retratar tipos comuns e suas questões emocionais.

A vida durante a guerra (2009) – continuação de seu filme mais emblemático, Felicidade , de 1998 – não repete atores e consegue dar alguns fechamentos da história e levantar novas questões.

Os que não assistiram ao primeiro podem ver sem susto este novo mergulho do diretor nas contradições humanas e na vontade quase paranoica da busca da felicidade.

Com diálogos rápidos, ágeis e desempenhos memoráveis – destaque para a veterana Charlotte Rampling, na melhor cena do filme –, fica ao final o gosto de quero mais.

Com um foco nos relacionamentos amorosos e traumas, o filme não pretende ser definitivo.

Solondz ainda usa como novidade em sua temática a questão do terrorismo na mente das pessoas.

Filme cabeça sim, mas digerível para plateias, em geral, interessadas ou preparadas para receber socos no estômago ao se verem espelhados em diversas situações emocionais..