O abraço ELÉTRICO do Oficina

Arthur Max/Divulgação

Daniel Schenker

osé Celso Martinez Corrêa está à frente de um marco do tea- tro brasileiro: o Ofi- cina, localizado no bairro do Bixiga,em São Paulo. Quemolha parao Teatro Oficina defora não tem como adivinhar a es- trutura do espaço, formada por umpalco-passarela bastantefundo, poronde os atores evoluem em espe- táculos conferidos pelos espectadores naslaterais, numa estruturaque lem- braa deandaimes. OOfi- cina também conta com um pequeno lago, uma árvore e uma paredeespelhada, si- nalizando a relação do gru- po – e dos espetáculos que realiza – com a cidade. Não por acaso, quando via- ja, Zé Celsoprocura repro- duzir, namedida dopossí- vel, as condições espaciais doOficina. Não é a mesma coisa, mas o fundamental reside na possibilidade de o públicoconferir asmon- tagens da companhia, co- mofará ocariocaagora através do projeto Dioni- síacas em Viagem, compos- to por quatro encenações do grupo:

Taniko, o rito do mar

,

Estrela brazyleiraa vagar– Cacilda

!,

Bacantes

e

O ban- quete

, todasapresentadas dehoje atésegunda-feira, no Terreirão do Samba, na Praça11, comcapacidade para 2 mil pessoas.

Taniko

(com sessão marca- da parahoje, às20h), apro- priação de Zé Celso e de seu falecido irmão, o também di- retor Luís Antonio Martinez Corrêa, da peça de Zeami, dançarino edramaturgo ja- ponês de Teatro Nô, e

Bacan - tes

(domingo, às 18h), recons- tituição do ritual de origem do teatro em 25 cantos e cin- co episódios, são espetácu- los mostrados pelo Oficina há bastante tempo, mas mo- dificados ao longo dos anos.

Estrelabrazyleira avagar

(amanhã, às 18h) é o segun- dotexto deZé Celsosobre Cacilda Becker, flagrando a atriz em início de carreira. E

O banquete

(segunda, às 19h), conectadoa Sócrates e Platão,foi preparadoa convite doFestival deZa- greb, na Croácia.

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J

HOMENAGEM

– Roderick Humeres e Anna Guilhermina em ‘Cacilda’, sobre o início da carreira da atriz