Tempo de improviso

– Eu trabalho com cinema há mais ou me- nos 15 anos, e o Kar-wai sempre foi um dos diretoresque meintrigaram–conta ocu- rador. –Ele criouum estilopessoal e,ao mesmo tempo, cada filmeconsegue ser di- ferente do anterior. Outro fator que chama a minha atenção é a forma com que ele re- presenta as relações interpessoais. Kar-wai,que jáfoiapontado comome- lhor diretor no Festival de Cannes por

Fe - lizes juntos

(1997),estreouem línguain- glesa com

Um beijo roubado

(2007). Em ambosos filmesaforma diferenciadade trabalhar o drama é clara. – Eletrabalha omelodrama deuma ma- neira quase lenta, bem diferente de como é o melodrama latino-americano– explica o curador. – Ele fala, basicamente de amores falidos. Trabalha muito comcoisas que es- tamos vivendo. Seuspersonagens conse- guem nos cativar exatamente por serem co- muns.Em algunsébemprovável queote- lespectador se identifique. Cineasta que divide opiniões, Kar-wai, ce- lebrado por seu

Amor à flor dapele

(2000), tem umprocesso detrabalho caótico,que utiliza diversas técnicas, mas opta mesmo é pelo improviso. – Seespremermos os filmesdele, não vamos achar um roteiro, isso porque Kar-wai não trabalha com roteiro, ele uti- liza muitomais oimproviso –confirma o curador. – O grande barato desta mostra é que.quemconhece umfilmedelepode agoraver todoseentenderde verdadea sua história.