Heloisa Tolipan

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Heloisa Tolipan

Sábadoà noitechuvosonoRio, umain- glesinha frágil (de pontualidade não tão britânica), com uma cabeleira forte entra no palco da HSBC Arena em um macacão brilhoso e sapatilhas idem. Simples, fofa e delicada, palavrasque definem

Corinne Bailey Rae

por completo. A plateia aten- ciosa se surpreende na primeira nota que sai de sua boca: como toda essa voz cabe em um corpo tão pequenininho? Mas Corinne canta e encanta por uma hora e meia para deleite dosfãs e daqueles quesó foram para ouvir “a moça do

Girl, put your records on

”.Ao finaldecada música,aplausos enérgicosseguidos de“

obrrrigada

”, que parecia sair da bocade uma menina de sete anos. Sim, Corinne é feita de contras- tesadoráveis:cabelão ecorpinho;vozei- rão ao cantar e delicadeza para agradecer;

Corinne

batidas fortes no pandeiro e delicadeza no violão;

set list

que vai de

Is this love

, de

Bob Marley

, a uma versão (especialíssima para os cariocas) da sua

Trouble sleeping,

em um sambinha deliciosamente tímido. Amoça divideopalcocom suabandafa- bulosa e sua atenção comas músicas e os fãs que, se elogiassem seu cabelão afro ou gritassem “I love you”, eram prontamente respondidos: “Como soumimada por vo- cês”. E se uma fã desse um grito histérico dignodechamar osbombeiros,Corinne respondia com: “Are you ok?”. O bis foi “sambado”, atraindo afila do gargarejo. Pode ser que a moça tenha feito esse final especial para ir se acostumando com o gin- gado carioca, já que ficará uma semana de férias por aqui, fazendo todos os passeios turísticos com direito à boemia da Lapa.

à cariocaBailey Rae

continua

Fotos Vinicius Pereira