Sangue, tiro e nudez pela madrugada

Rober to Cunha

Tem gente que tor ce o nariz par a o cinema de ação no Br asil e ac ha que só americano sa be f az er . Títulos eur opeus já pr o v ar am o contrário e, felizmente, Erik de Castr o , estr ean - do na dir eção de um longa, deu seu r ecado di - r eitinho . Na história, três agentes feder ais e um PM tr a balham no combate ao tráfico de dr o gas em Br asília. Com per sonagens que vi v em con - flitos pessoais como corrupção , be bidas, dr o gas e até uma g r a videz desejada, a tr ama jo ga no v entilador que o crime não é alimentado apenas pelos

hermanos

. E ainda bota ONGs, ig r ejas e políticos br asileir os no mesmo saco . Liter almen - te. Ou seja, não é filme de heróis surr eais. Em - bor a os diálo gos e o conteúdo do filme não sejam o supr assumo da inteligência, funcionam, e as m uitas sacadas e xistentes são bem legais. Sem um destaque específico nos per sonagens, e xiste uma le v e puxada de br asa par a a sar dinha de Dani (Selton Mello), um policial di vidido entr e o pr az er e o de v er . A trilha sonor a é boa, e o tema incidental tem climão no início e as v ariantes seguintes, mesclando berimbau e guitarr as, são coer entes. Entr e as curiosidades, uma Miss Co - lômbia, f az endo papel de uma v enezuelana

ca - liente

, a participação do americano Mic hael Madsen (

Cães de aluguel

) e do cantor Eduar do Dussek como vilão , sapecando humor do tipo “se tem uma coisa que dá certo neste país, é o crime”. Sem pr etensão de ser obr a-prima,

F eder al

tem v alor como entr etenimento de qualidade indu - bitáv el. T em começo , meio e o fim e, par a os mais atentos, deixa uma portinha a berta no melhor estilo do cinemão .

Divukgação

BA T ALHA – Dani (Selton Mello) quer acabar com o tráfico inter nacional de cocaína

pela madrugada

Sangue, tir o e nudez