Colcha de retalhos

Rober to Cunha

uem é fã dos te xtos de Arnaldo J a bor , de suas incur sões tele visi v as ou gosta mesmo é do ci- neasta, v ai odiar o que lê aqui. Ou não . O f ato é que

A supr ema felicidade

pode ser uma g r an- de tristeza par a quem aposta- v a neste r etorno . A e xplicação está na imensa colc ha de r e - talhos de um longa que acom- panha a vida de um menino e sua f a mília, diante das ale- g rias e angústias de quem não consegue decifr ar o amor . O v ai e v olta no tempo é uma constante, mas o r oteir o não c hega a ser confuso . Car ece de uma unidade que en v olv a o es- pectador com os per sonagens “cuspidos” na tela de manei- r a contumaz, como que saindo das estr anhas entr anhas de J a bor que be beu de m uitas f ontes. E assim pululam r efe- rências como a c hanc hada, os pala vrões, as tar as, o flerte com F ellini, as questões r eli- giosas, entr e outr as, além de uma pr ofusão de piadinhas se xuais desnecessárias. Com atuações caricatas, alguns diálo gos são de uma fr agilida- de incrív el e incondiz ente com a v e r v e do autor . Do elen- co de nomes conhecidos, é Mar co Nanini (V o vô Noel) quem r ouba a cena, talv ez e até, por ter os melhor es te xtos à disposição . Embor a e m al- guns momentos a simbiose com os m usicais seja patente, f altou ritmo e sobr ou humor , r aso e r ascante. Se v ai ter gen- te ac hando arr o gante, tam- bém terá quem ac he de boc ha- do . O f ato é que o filme é di- fícil de ser assimilado pelo g r ande público e fácil de ser incensado pela pequena inte- ligentzia que jamais dirá não ter gostado . Assim, par afr a- seando o per sonagem Noel (Mar co Nanini), se “nada é só ruim e nada é só bom”, tudo o que pode ser dito é que o ácido comentarista já tem seu lugar mar cado no cinema nacional. Só f alta v ocê diz er se esta obr a contribui par a isso ou não .

Divulgação

FRAGILIDADE

– O avô Noel (Mar co Nanini) e o neto Paulo (Caio Manhente): diálogos pueris

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