Junto e misturado

– O material mais utilizado par a ela bor ação da cena é o do meu ar qui v o pessoal, como autor/perf ormer – acr escen- ta. – Esta é a questão mais pontual de uma perf orman- ce, quando o artista se utiliza do seu próprio cor po , do seu material, de suas ideias como e xpr essão plástica, sem f o r- jar , sem r epr esentar , apenas ser . Esse pr ojeto me possibi- lita r eunir o tr a balho que de- sen v olv o dentr o das artes vi- suais com a minha v ontade de dialo gar com a música e me e xpr essar atr a vés dela. Gr aff c hama a atenção par a a cone xão entr e a perf ormance e a pr esença em cena em primei - r a pessoa, desvinculada de uma construção tr adicional de per sonagem. De qualquer f or - ma, não há como deixar de r es - saltar a importância das cola - bor ações de Andr ea Maciel, V aleri Car v alho , P atricia Nie - dermeier , T hiar e Maia, J effer - son Mir anda, Ronald T eixeir a e, principalmente, Emilio de Mello e Már cia Rubin. – Emilio é um g r ande par cei - r o . Estou em cena, e é impos - sív el permanecer dentr o e f or a ao mesmo tempo . Então , a pr e - sença dele f oi fundamental pa - r a desenhar as cenas com os intér pr etes e alinha v ar o tr a - balho com seu senso estético e seu olhar de intér pr ete e dir e - tor – sublinha Gr aff , que assi - nou as ceno g r afias de

Sonho de outono

e D

eus da carnificina

, montagens dirigidas por Mel - lo . – Já a delicadeza e a gene - r osidade da dir eção cor eo- g ráfica de Mar cia Rubim ca- sam perfeitamente com a te- mática do tr a balho , que tem um desenho de mo vimento que se inspir a na possibilida- de de e xplor armos cenica- mente a ideia da montagem cinemato g ráfica feita pelos e s p e c t a d o re s .