Contracena

>>Ficha teatral

Guilher me Piva, dir etor de ‘O pintor’

Cenas cur tasA 5ª edição

da Mostra Estudantil de T eatr o, que este ano se inicia 10 de novembr o no T eatr o 2 do Centr o Cultural Banco do Brasil, r eúne dez escolas de teatr o cariocas. Par ticipam da mostra: O T ablado, Nós do Mor r o, CAL, UniRio, Mar tins Pena, UniverCidade, Casa de Cultura Laura Alvim, T ania de Moraes, Eduar do Cabus e Leonar do Alves.

O palco

do Centr o Cultural da Justiça Federal r ecebe, a par tir de 3 de novembr o, a montagem de

A pr ostituta r espeitosa

, texto de Jean-Paul Sar tr e, com dir eção de Silvio Guindane. No elenco, estão Anita T er rana, Ser gio Fonta, Nill Mar condes, Iran Malfitano, Daniel Marinho e Antonio Estevan. Antes, a peça, escrita em 1946, foi encenada no Brasil pela Cia. Maria Della Costa, em 1948, e por Mar cio Meir elles com o gr upo Olodum de Salvador , em 2005.

O ator francês

Jer emy James, que par ticipou por sete anos do Théâtr e du Soleil, ofer ece dez encontr os com ator es, per for mers e dir etor es brasileir os, a par tir de 1º de novembr o, baseados na pedagogia de Ariane Monouchkine. As infor mações sobr e esse workshop que pr etende acentuar a r elação corpo-espaço e cumplicidade podem ser obtidas em www .rampa.ar t.br .

Como rea giu ao v er teatro pela primeira v ez?

– Lembr o bem de quando c heguei ao Rio e vi as peças do T eatr o dos Quatr o , com te xtos mar a vilhosos e ator es e xcepcionais. Emoção e a n- siedade que não me deixa- v am dormir .

O que a le v ou à carreira?

– Quando m udei par a o Rio , f oi par a cur sar dir eito . Como esta v a sozinho aqui por três meses, vi no jornal um anúncio de um cur so de teatr o na C AL e r esolvi f a- z er . Quando terminei, vi que er a e xatamente o que eu queria na vida. Nada mais f azia sentido par a mim a não ser atuar . T anto que lar guei a f aculdade.

O que o mantém nela?

– A paixão , o risco , a busca da criação e a e xcitação que pr o vém dela.

O pior espetáculo?

– Aquele que não com u - nica sua pr oposta seja ela qual f or .

Atriz?

– F ernanda T orr es e An- dr ea Beltrão .

Ator?

– Mar co Nanini e Selton Mello.

Diretor?

– Antunes F ilho , J oão F o n- seca, F ilipe Hir sc h e Miguel F ala bella.

Quando precisou impro vi- sar no palco?

– Numa apr esentação n um festi v al com 2.500 pes - soas meu micr of one des - plugou e t i v e que impr o vi - sar uma entr ada n uma r ede do cenário par a arrumar e contin uar a cena.

A melhor plateia?

– Aquela que v ocê sente que entr a na sua sintonia. Aí, vir a um jo go de sedução de ambas as partes.

A pior?

– Aquela que não sa be o que f o i v er . F oi v e r u ma co- média, mas queria algo mais pr ofundo . F o i v er uma pes- quisa e queria um clássico ou ainda aquela que quer ter tudo no mesmo espetáculo .

Espetáculo inesquecív el?

Melodrama

,

Uma r elação tão delicada

e

A uror a da mi- nha vida

.

Quando o teatro vibra?

Quando alguma coisa modifica v ocê após a apr e - s e n t a ç ã o.

Quando é c hato?

– Quando é só pr etensioso .

O que é transitório e perma- nente no palco?

– T r ansitório: os artistas oportunistas. P ermanente: os artistas que pr ecisam do teatr o par a com unicar sua arte e e xt r a v asar sua criati- vidade.

Qual o v erdadeiro jo go de cena?

– Nada se compar a ao jo go de bons ator es no palco . O f amoso r olar a bola.

Como o teatro se f az possív el na atualidade?

– Quando o f oco está na es- sência dele: bons te xtos com bons ator es.

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