Verão como aquele de 1967, nunca mais...

O jornalista Mikal Gilmor e é um filho legítimo da ger ação que vir ou os costumes dos jo - v ens de ponta-ca beça entr e 1966 e 1970. E conheceu de perto o subm undo , con vi v en - do com o irmão , Gar y , primeir o homem a ser e xecutado em Utah após a r eintr odução da pena de morte no estado . Sua obr a

P onto final

, lançada pela Companhia de Letr as, po - de não acr escentar m uito a fãs empedernidos de bandas co - mo Gr ateful Dead, Allman Br other s Band, Beatles, Do - or s, Pink Flo yd, Led Zeppelin, ou músicos como Bob Dylan e J ohnn y Cash. Mas é funda - mental par a quem não sa be como se deu a r e v olução das dr o gas naqueles distantes v e - rões do amor , como elas in - fluenciar am a mente de mú - sicos e poetas e por que m uitos deles só ti v er am tempo de nos deixar suas obr as. As teses de Gilmor e vão dar panos par a manga na cer v eja dos r oqueir os entr e 40 e 60 anos, ou nos se bos que ainda não sucumbir am à internet. O li vr o mostr a como os

hips

(pes - soa antenada e contestador a) – que in v entar am as

acid tests

, no bairr o de Haight-Ashbur y , em São F r ancisco , festas r ega - das aos mais v ariados tipos de dr o gas – vir ar am

hippies

(pequenos

hips

) e criar am espontaneamente uma na- ção planetária de paz e amor de 1967 – com dois hinos,

San Fr a n c i s c o

, de J ohn Phillips, e

Light m y fir e

, dos Door s – até seu último br ado no F esti v al de W oodstoc k. P ar alelamente a essa histó - ria que começou com o sur - gimento de no v as f ormas de criar , vi v er e pensar , e aca bou quase sempr e em decadência e horr or , o li vr o f ala de obr as geniais e videntemente ger a - das sob efeitos lisér gicos, co - mo o poema

Uivo

, de Allen Ginsber g, e o álbum

Sgt.P e p - pers

, dos Beatles – que, segun - do Gilmor e, custou à banda o fim da fr aternidade que eles sempr e simbolizar am. Certa v ez um crítico ir oni- z ou o Gr ateful Dead, que nos anos 90 ainda le vava s e u bom e v elho r oc k’n r oll, c ha- mando-o de “v endedor de saudade”. Certamente diria o mesmo do autor de

Po n t o final

. Mas se v ocê ler o li vr o e suspir ar mais de cinco v e- z es, concor dará que aquele crítico não é ninguém. Ai dos que não têm do que sentir saudade...