o homem mais sabio de portugal

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Apesar da sua agen - da conturbada, r e - pleta de g r a v ações e confraternizações no Café do Air es, Dr . Bruno (como apr ecia ser c ha - mado) aceitou a solicitação de en - tr e vista por e-mail ao

J ornal do Brasil

. Sem fugir de per guntas de - licadas, como a sim ulação de sua própria morte, r e v ela algumas de suas amizades br asileir as, como os integ r antes da banda Cansei de Ser Se xy e o cirur gião plástico Iv o Pitanguy , e ainda deixa um r ecado par a Jô Soar es: “ Ainda estou aguar dando o seu telef onema”.

O senhor espera v a ter tantos ad- miradores no Brasil? Qual o s e- gredo do seu sucesso?

– T enho f amília no Br asil e sempr e ti v e o po v o br asileir o em m uito boa conta, sobr etu - do a nív el de r econhecimento de talento . Nesse sentido , não posso diz er que tenha ficado sur pr eendido . Quanto ao se - g r edo do meu sucesso , já o r e v elei anteriormente: caris - ma e tr a balho , em doses v a - r i á ve i s .

V em sempre ao Rio de J aneiro? O que mais gosta na cidade?

– No Rio , gosto de m uita coisa. Mas, se ti v er que r ecomendar apenas uma, escolho o Cristo Redentor , que dá par a v er bem ao longe, e e vitamos ter que lá ir , e subir aqueles deg r aus to - dos. Em Lisboa até há um Cris - to a imitar: Cristo Rei. Mas é mais pequenito .

O que é mais difícil: sim ular a própria morte ou v encer uma partida de Street F igher?

– Olha, sim ular a m inha morte deu uma tr a balheir a. É uma ope- r ação de lo gística que car ece de m uita concentr ação , que en v o l- v e m uitas pessoas. V encer no Str eet F ighter f oi fácil, mas ad- mito que o f ato de o m eu ad- v er sário ser um u r s o m e tenha f acilitado a vida. O Busto , ape - sar dos códigos e batotas que lhe permitir am atir ar um ne - gócio azul na minha dir eção , não conta v a com a minha des - tr eza. Desviar -se de coisas é uma arte que todos de víamos v alorizar mais, sa be?

É v erdade que o Pitanguy f oi o responsáv el por sua transf orma - ção de Ew ok em Urso-Cac horro?

Hum

, eu não queria apr ofun- dar m uito esse assunto , até por- que parte do princípio de que eu par eço um Ur so-Cac horr o . Eu conheço o Pitanguy há m uitos anos, e ele já per deu m uito di- nheir o a jo gar cartas contr a mim. Clar o que isso não significa nada. Eu posso ter contin uado a ac har que o Pintaguy é car eir o e ter feito o meu acerto f acial nou- tr o local. Ou posso ter ido ao consultório do Pitanguy n um dia em que ele fingiu estar de baixa clínica por que não lhe apetecia tr a b alhar . T udo é possív el.

Como o senhor conheceu o Bus- saco? E o Renato Ale xandre?

– O Bussaco fez a tr opa comigo , em Lamego . É um dos meus melhor es amigos, daqueles a quem se deixa usar a casa de banho sem depois ficar com m uito nojo . O Renato conheci no café, no Air es. F oi du - r ante uma altur a em que eu tinha visto um filme em que um homem inteligente er a o m entor dum ga - r oto qualquer com potencial, e, ba - sicamente, quis também ser men - tor dum gar oto . Mas o Renato tem m uito pouco potencial. Ou eu te - nho pouca pac horr a par a o encon - tr ar , não sei. Mas é um bom amigo . A seguir ao Bussaco , é a segunda pessoa com quem mais gosto de di vidir um fr ango assado . P ouca juv entude amoc ha com o pescoço e o cu dum fr ango assado , mas o Renato , não só amoc ha, como gos - ta. Isto é de v alorizar , eu ac ho .

O Aires é o centro do uni v erso?

– Não . Mas podia ser . O Air es é que não de v e estar par a pagar a licença disso e per der hor as à esper a nas finanças, par a tr atar da papelada. Em P or - tugal, ir às F inanças é obri - gatório ser c hato . Mesmo quando aquilo está v azio , o go - v erno português contr ata ato - r es figur antes par a f az er em de pessoas que f or am às finanças e v ocê n unca se despac har l og o.

E N T R E V I S TA

O “homem”

maissábiode Portugal

Em bate-papo com o JB, o sar cástico Br uno Aleixo fala do gr upo Cansei de Ser Sexy , brinca com o cir ur gião plástico Ivo Pitanguy e deixa até um r ecado para Jô Soar es