Contracena

>>Ficha teatral

Cristina Flor es, atriz de ‘Ponto de fuga’

Como rea giu ao v er teatro pela primeira v ez?

– F i quei e xtr emamente emocio- nada, f oi a m ontagem de

O jar- dim das cer ejeir as

com a Natha- lia T i mber g no T eatr o dos Qua- tr o . Eu tinha 12 anos.

O que a le v ou à carreira?

– Medo de ser infeliz par a sempr e se não tentasse.

O que a mantém nela? –

T odas as delícias, sou apai - xonada pelo meu ofício . A parte ruim fica tão menor diante disso .

O pior espetáculo? –

O que f az as pessoas gostar em menos de ir ao teatr o .

O melhor? –

Quando os ator es estão vi v os, o te xto é incrív el, o dir etor sa be, e todos corr em perigo .

Diretor? –

Iv an Sugahar a.

Ator? –

Mateus Solano .

Atriz? –

Gisele F róes.

A melhor plateia? –

Cheia e disponív el.

A pior? –

Vazia.

Espetáculo inesquecív el? –

Uma r elação tão delicada

com Regina Br aga e Ir ene R ava c h e .

Qual o v erdadeiro jo go de ce- na? –

Estar no ato , no pr esente, em par ceria, com pr az er dentr o dos riscos.

Quando o teatro vibra? –

Quando quer e consegue criar um outr o uni v e r s o e l e v a a pla- teia junto .

Quando é c hato? –

Quando nada acontece quem assiste nem com quem fa z .

Quando é transitório e quando é permanente? –

É tr ansitório quando par a quem f az é “só mais uma peça”. É permanente quando , como um dia ouvi o R ubens Corrêa diz er , “v ocê sonha os sonhos mais altos”.

Quando o teatro se torna pos- sív el na atualidade? –

Quando ele se assume como um depoimento de liber dade, de co - ragem.