Antonio Menezes pelo avesso

Rachel Almeida

Talv ez ele n unca ti - v esse seguido a carr eir a m usical, mas aos 10 anos o pai entr egou em suas mãos um violoncelo , sem m uitas e xplicações. “Disse que aquele seria meu instrumento , e que já tinha uma pr ofessor a acertada par a me dar as primei - r as aulas”. T alv ez ti v esse, sim, seguido a tr ajetória artística, mas optando pelo violino , outr o instrumento de que sempr e gos - tou. V ai sa ber ... T em mais: o f a - moso músico pernambucano de 53 anos, hoje r adicado na Suíça, já tocou nas ruas por uns tr o - cados: “F iz emos de f arr a, nós e mais dois colegas. E sa be que ganhamos um bom dinheir o?”. Essas e outr as histórias sa bor o - sas estão detalhadas no li vr o

An - tonio Meneses – Ar quitetur a da emoção

(editor a Algol, R$ 70), dos jornalistas J oão Luiz Sam - paio e Luciana Medeir os, com lançamento hoje, em São P aulo , e domingo , às 17h, n a L i v r aria da T r a v essa do Shopping Le- blon. Nesta entr e vista, Mene- ses, que inicia tempor ada em São P aulo com a Osesp , ama- nhã, f ala da carr eir a e da r ea- lização com o li vr o .

V ocê é conhecido por ser um músico reserv ado. Como f oi o processo de realização do li vro com tantas entre vistas e in v es - tigação profunda da sua vida?

– Eu já tinha uma r elação com os dois jornalistas e sa bia que e xistia uma sinto - nia m uito boa. A Luciana, sempr e m uito curiosa, lide - rava a s c o n ve r s a s n a maior parte das v ez es, quer endo sa - ber de todos os assuntos. Eu me senti bem.

V ocê diria que seu pai f oi fun- damental para a determinação de sua carreira?

– Ele f oi r esponsáv el por aquele empurrão inicial. Deu par a mim e par a os meus irmãos o incenti v o que ele n unca te v e (

J oão Gerônimo de Menezes foi trompetista da Or - questr a do T ea tro Municipal, mas começou a tocar em Olin - da, escondido do pai

). Ele a briu a minha visão par a a música. Na Eur opa, v ocê po - de descobrir que quer ser mú - sico na escola. No Br asil, principalmente naquela época, não er a assim.

No li vro, v ocê conta que acei- tou com um certo receio inte- grar o T rio Beaux Arts (f amoso