Antonio menezes pelo avesso

trio liderado pelo pianista Menahem Pressler , fundado em 1955 e desfeito em 2008)...

– Existe um g rupo , princi - palmente de empr esários, que consider a o músico de câmer a menor do que o so - lista. E, par a se dedicar ao trio , eu ti v e que r estringir de certa maneir a o númer o de concertos. P ar ece uma bobagem: mas, n um cartaz de um concerto , por e xem - plo , apar ece o nome do trio e não do músico , e isso f az di - fer ença, v ocê pr ecisa apar e - cer . Depois, me esf or cei pa - r a r esgatar o espaço per di - do , principalmente nos Es - tados Unidos.

Como será a série de con- certos que v ocê v ai f az er com a Osesp, com início em São P aulo e temporada na Europa em no v embro?

– F oi complicado definir o r epertório , pois passar emos por 12, 13 cidades e cada uma tem o seu pr o g r ama. São três obr as difer entes a ser em apr esentadas (

o con - certo nº 1 par a violoncelo, de Shostako vic h; o concerto pa - r a violoncelo op.85, de Elgar , e as v ariações em um tema ro - cocó par a violoncelo e or ques - tr a em Lá maior , op. 33, de T ch a i k ov s k y ) .

Como f oi feita a seleção de composições para o CD que acompanha o li vro? V ocê diz que é uma retrospecti v a afe - ti v a se sua trajetória...

– Gr a v ei obr as que f or am mar cos na minha carr eir a, como uma v alsinha de Mig - none, que toquei em um dos meus primeir os concertos; Bac h, que me a briu os ouvi - dos, f oi g r a v ada em homena - gem ao meu pai. P ar a dona Nydia, minha primeir a pr o - fessor a, fiz um estudo de (

J ean Pierr e

) Duport; par a o meu pr ofessor italiano , An - tonio J anig r o , escolhi can - ção de Alfr edo Piatti, e as - sim f oi...

Na se gunda parte do li vro, que trata mais de assuntos técnicos, v ocê diz que a alma do músico precisa se sentir tocada de alguma ma - neira pela peça que está to - cando. Só assim é possív el tocar bem?