A passos de bebê

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Matthew Peyton/Divulgação

As histórias coletadas são co - mo v entes. Há o caso de uma jo - v em mãe masai que entr a em tr a balho de parto e tem que ca - minhar mais de 10 quilômetr os par a ser atendida na clínica mais próxima; n uma f a v ela de Dhaka, em Bangladesh, uma g rávida r esiste à ideia de buscar ajuda médica por pur a v er go - nha; na Guatemala, uma obste - tr a (também g rávida) super vi - siona a bortos, consider ados ile - gal no país. O filme e xpõe até mesmo as f alhas do sistema pú - blico dos Estados Unidos, país que in v este mais r ecur sos em saúde do que qualquer outr o , mas ainda detém um nív el de mortalidade mais alto do que territórios como Bósnia, K uw ait e Hung ria. – Não tinha a intenção de f az er um filme político , mas não há nada mais político do que um assunto como esse. Aborto ain - da é um assunto complicado . Nos países mais pobr es por cau - sa da tr adição r eligiosa ou social. Dur ante minhas pesquisas, antigas enfermeir as de hospi - tais de No v a Y o r k nos conta - r am que a cidade tinha um dos maior es índices de morte por a b orto nos anos 70 – obser v ou Christy . – O filme é apenas uma ferr amenta, não queria que a minha participação ter - minasse com o final do filme. Meu tr a balho está começan - do de v er dade agor a, defen - dendo a causa, em par alelo com uma campanha que de - sen v o lv o , c hamado Ev er y Mo - ther Counts. F oi dur ante viagens a países subdesen v olvidos e em de - sen v olvimento que a modelo começou a pensar em f az er um documentário . A parte mais complicada f o i selecio - nar as centenas de casos que mer eciam inter esse e con - quistar a confiança das g rá - vidas par a o pr ojeto . – Começamos nosso le v anta - mento por Bangladesh, com a ajuda de várias or ganizações que f az em tr a balho social em ár eas car entes, que são m uitas. P arteir as que tr a balham em clí - nicas públicas ou financiadas por entidades humanitárias funcionar am como intermediá - rias entr e nós e as mães que ne - cessita v am de cuidados pré-na - tais, até que elas se sentissem conf ortáv eis em contar seus ca - sos par a nós – contou Christy . – F or am passos pequenos, demo - r ados, mas importantes par a conseguirmos c hegar até elas. Em cada lugar funciona v a de f orma difer ente. Na T anzânia ac hamos uma clínica, ficamos r ondando por lá por algumas se - manas, até conseguirmos a ade - são de parteir as e futur as mães. As escolhidas são uma combina - ção de elas quer er em contar suas histórias com a nossa v ontade de tê-las no filme. Em Londr es, a primeir a pr o - jeção pública de

No woman, no cry

f oi seguida por um de bate sobr e o tema, do qual partici- par am r epr esentantes de enti- dades humanitárias como a T he Elder s, f ormada por líder es m undiais como Nelson Mande- la e o e x-pr esidente br asileir o F ernando Henrique Car doso . – Os r ecur sos gastos pelos paí - ses ricos em pr o g r amas de pla - nejamento f amiliar c hegam a US$ 400 milhões. O total apli - cado por países ricos em pr o g r a - mas maternais de países pobr es c hega a US$ 1,3 bilhão . P ode pa - r ecer m uito dinheir o , mas esse montante r epr esenta apenas 5% do suporte financeir o r ece - bido por bancos que que br ar am na crise de 2008 – analisou An - thon y Costello , dir etor do Insti - tute f or Global Health. – Há uma dimensão política aqui, uma pr essão sobr e pr o g r amas como esses. Muitas clínicas não têm acesso a dr o gas par a hemorr a - gia, HIV , malária, e as parteir as são poucas.

O r epór ter viajou a convite da or ganização do festival.

ENGAJADOS

– O casal Christy T urlington e Edward Bur ns