Heloisa Tolipan

-->Heloisa T olipan-->Faz 12 anos que os ar tistas do coletivo Cambralha não se encontravam para uma nova ação transgr essora. Mas, finalmente, o jejum será quebrado amanhã, com a r ealização de um mega cir cuito ar tístico das 10h às 22h, em vários ender eços da Rua Pacheco Leão – a praça Oto Lara Resende, nas escolas Baukurs e Lunáticos, e no Conjunto Residencial Dona Castorina. “Nós paramos com os eventos por que não pr ecisamos nos r epetir . O trabalho nasceu da necessidade de um cir cuito alternativo para exibição de ar te, por que as galerias estão com a cabeça muito fechada, não aceitam novas ideias e for matos. Aqui eles podem ousar , é como um grito de liber dade”, explica -->Paulo Duar te Guimarães -->, ar tista e mentor do encontr o, que, na edição anterior , em 1998, teve show do Los Her manos, bem antes de -->Ana Julia -->estourar . Amanhã, serão 70 ar tistas, entr e eles, o cineasta -->José Sette -->, os ar tistas plásticos -->Cabelo -->e -->Marinho -->, o car tunista -->André Damer -->, o designer -->T omáz V elho -->, além do próprio Paulo Duar te. Quase ninguém sabe, mas essa volta do Cambralha só vai r olar graças a um mal entendido. Paulo e uns amigos decidiram pintar no mur o do Jóquei o nome do coletivo, apenas como manifestação, e colocar também os númer os 10.10.10, pelo sincr onismo. Pr onto, todo mundo achou que ia r olar nova edição do Cambralha. “Aí eu tive de fazer , né?”. -->A banda Bomba Estér eo, o maior expoente da nova cena alter nativa colombiana, tocou, anteontem, no T eatr o Rival, junto com a festa Dancing Cheetah. Segundo a vocalista, -->Li Saumet -->, o show foi “louco e for te”, o que é bem compr eensível para um gr upo que toca cumbia psicodélica. A ver dade é que a moça entr ou no palco como uma ver dadeira bomba. Quem diria que aquela menina de tênis e cabelo lisinho poderia ter tanto pique e voz? Ela subiu na bateria para pular várias vezes e o ponto alto definitivamente foi o hit -->Fuego -->, com todo o Rival cantando junto. E o que Li mais cur tiu no Brasil? “Os beijos. Quando fui para o Recife, no Car naval do ano passado, para tocar no Rec Beat, vi um casal se beijando com tanta paixão que par ecia que o mundo ia acabar . Passei cinco minutos obser vando-os”, comentou ela, que, assim que chegou ao Rio, quis ir à Santa T er esa andar de bondinho e conhecer um baile funk. Quanto à música brasileira, Li citou a atitude do -->B Negão -->, que ela adora. “Cer tos ritmos brasileir os são par ecidos com os da costa colombiana”, analisou. E essa história de que está havendo um boom da música do seu país? “Há uma explosão em toda América Latina. Pela primeira vez, o mundo está pr estando atenção à música latina de raiz. Isso per mite que a Colômbia se difunda como um país que pr oduz não só música folclórica, mas também pr opostas fr escas, que viajam através dos ouvidos e chegam à alma”, filosofou a moça, já trabalhando para lançar o próximo disco do Bomba no início de 2011.-->Com -->Junior de Paula -->e -->Marina Cohen-->Álvar o River os-->Francisco Adnet -->nasceu e cr esceu r odeado por músicos. A mãe, -->Maria Car mem -->, tocava Chopin e Debussy ao piano. O pai, -->Cezar -->, cantava em coral e se aventurava como per cussionista. -->Mario Adnet -->,o ir mão mais velho, começou a ter aulas de violão e Chico foi atrás. O r esto é história da música popular brasileira, na qual pode se encaixar sua par ticipação no gr upo Céu da Boca, sua par eceria com mestr es como -->Chico Buar que -->e -->Edu Lobo -->, além de ter se transfor mado em um dos principais criador es de jingle do mer cado publicitário brasileir o. Pr estes a lançar um álbum, com canções escritas ao longo dos últimos 25 anos e pr odução de -->Jaime Alem -->, puxamos um banquinho e colocamos Chico Adnet para falar sobr e a vida, políticas culturais e até do filho -->Mar celo Adnet -->. -->Qual o momento mais emocionante da feitura deste novo trabalho? -->– A decisão de finalmente fazer o disco, após tantos anos; a gravação das cor das; e ,agora, colocando a voz, momento em que a emoção é o único caminho possível. -->Como vê o mer cado fonográfico de hoje em dia? -->– Sofri a evolução, a dominação da música no Brasil pelas gravadoras e suas r egras. Agora, com a r evolução tecnológica, comemor o uma espécie de r einício, em que podemos ser r ealmente um pouco mais independentes, e a possibilidade de existir espaço para todos. -->Como analisa as políticas culturais do nosso Gover no?-->Bombardeio de ritmo-->Cambada das artes livres-->O músico-->Mar celo Cor r eaDivulgação-->– Não vejo muitas políticas culturais. Na música, por exemplo, gostaria de ver a nossa música difundida e expor tada, a melhor do planeta; e que facilitassem a impor tação de instr umentos. -->E que tal ser conhecido agora como o pai do Mar celo Adnet por uma par te do público? -->– Sou um pai or gulhoso de seus filhos. Acompanho tudo o que Mar celo faz, na medida do possível. E ser conhecido como pai de um cara talentoso como ele só pode ser muito bom. -->O que tem ouvido em casa? -->– Lea Fr eir e, Andr e Mehmari, Pr okofiev , Moacir Santos, Letieri Leite Orkestra Rumpilezz, Água de Moringa, Hamilton de Holanda...