Anna Ramalho

-->aramalhojb.com.br | www .annaramalho.com-->Descendo do salto agulha-->S-->alto alto é um pr oblema: pri- meir o , por que e xige m uita elegância a atitude no an- dar; depois por que, qualquer des- cuido , pode ser f atal – dor es na coluna, dor nos pés, sensação de insta bilidade, v ariz es e, horr or dos horr or es, tombos. Quedas. Entor ses. F r atur as. Dependendo do tombo , pode até causar morte, cruz es! Ob viamente, que esses males só c hegam par a o pessoal da ter ceir a idade. As mocinhas de hoje não sa bem andar de salto . Mas isso já é uma outr a história. É por essas e por outr as que já encomendei a minha coleção de v e - rão de r asteir as (sem tr ocadilho , -->please -->) e sapatilhas. Tênis só par a ginástica – e car a aleg r e. Tênis é m uito conf ortáv el, mas é um horr or . Não há elegância possív el a bor do de um tênis, seja ele qual f or e de que mar ca f or . As r asteir as e as sapatilhas atarr acam a figur a, mas são conf ortáv eis. Além do mais, não me passa pela ca beça usar os mo - delitos Dr . Sc holl, que têm salto ortopédico e, pr a mim, seriam óti - mos nos pés da Nann y MacPhear - son ou da Mar y P oppins. P ensando bem, par a campanhas de v e ter boa ser v entia. Outr o pr oblema é a bolsa. Andar sem bolsa é m uito esquisito , né, não? É um perigo andar de bolsa nas ruas do Rio , por e xemplo , agor a que a bandidagem v oltou às ruas com aquela -->aisance -->do tempos dos gar otinhos (com caixa-baixa, por f a - v or). Bolsa pesa no ombr o se está a tir acolo , pesa na mão – mesmo se f or uma daquelas lindas K ell y do Her - mès, incomoda par a le v ar , se f or uma carteir a. T em coisa mais in - cômoda do que carteir a em co - quetel? A gente não sa be se toma o c hampã, se segur a a miniporção da v ez, se bota a dita carteir a de baixo d o s o v a c o , u i ! É uma pala vr a feia da língua portuguesa, esse tal de so v aco . Mas pala vr as feias de- v em ter r olado na terr a dos saltos altésimos e daquelas moças que não usam mais bolsa pr a tr a ba- lhar . F aço uma ideia! Bolsa, lá na terr a do poder , ficou -->démodée -->. Será que é r eceio do du - plo sentido? Ou será que é br ega usar bolsa da indústria nacional? De todo modo , é m uito esquisito uma m ulher sem bolsa. F ica pela metade, eu ac ho . Mulher sem bolsa tem que ter maquiador e ca be - leir eir o a postos. As m ulher es com bolsa sempr e têm sua bolsinha de maquiagem, que m uitas v ez es tem mais importância do que a carteir a de dinheir o , esco v a de ca belo , de dentes. Uma amiga e xager ada até apar elho de barbear le v a na bolsa: “V ai que aquele gato me c hama pr a sair , e eu estou com as pernas ca beludas? Entr o no primeir o ba - nheir o e r aspo r apidinho”. Não andar de bolsa, vá lá. Descer do salto: eis a questão . Quando a batalha termina, naquela hor a a bençoada de botar a ca beça no tr a v esseir o e dormir com a ser e - nidade de uma Marina Silv a, todas as m ulher es do m undo descem do salto no maior alívio . E, quando acor dam, enfiam a r asteirinha no pé aleg r emente. P or que sa bem o quanto custa um salto alto . E todos os males que ele pode causar – no pr esente e no futur o .